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Saúde
Terça - 26 de Outubro de 2004 às 12:46

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Cientistas identificaram uma nova doença causada por uma bactéria que se desenvolveu em insetos.

Dezenas de casos da doença - chamada de Photorhabdus asymbiotica e que causa pústulas pelo corpo - foram registrados nos Estados Unidos e na Austrália.

Nos insetos, a doença faz o corpo brilhar, segundo cientistas da Universidade de Bath e da London School de Higiene e Medicina Tropical.

Eles alertam para a possibilidade de outras bactérias de insetos sofrerem mutações e ameaçarem o ser humano.

A equipe acredita que as feridas causadas pela Photorhabdus asymbiotica também podem brilhar, mas isso ainda não foi comprovado porque as vítimas foram tratadas antes de testes terem sido feitos.

Mutações 'mortais'

Os cientistas também disseram que a doença pode ser mais comum do que se pensa, já que ela pode ter recebido algum outro diagnóstico.

A descoberta, revelada na última edição do site da revista Nature (www.nature.com) sobre Pesquisas de Microbiologia, faz parte de um projeto de pesquisa maior, sobre o surgimento de novas doenças.

Apesar de a infecção poder ser facilmente tratada e não ser considerada perigosa, a equipe diz que, em breve, bactérias em insetos podem sofrer mutações e criar doenças mortais.

Estudos de DNA sugerem que a peste bubônica, que matou milhões de pessoas entre os séculos 14 e 17, surgiu de insetos.

'Fonte de micróbios'

Semelhanças entre os sistemas imunológicos do ser humano e dos insetos significam que muitas bactérias que causam doenças em insetos podem sofrer mutações e ameaçar também o homem.

Segundo o Dr. Nick Waterfield, da Universidade de Bath, "muitos cientistas acreditam que as doenças de animais de fazenda sejam a maior ameaça ao ser humano."

"Insetos são numerosos e vivem próximos ao homem, apesar de terem sido ignorados até agora como uma fonte de micróbios em potencial que pode ser perigosa para o ser humano."

"Além de repassar micróbios diretamente na nossa circulação sanguínea quando nos picam, os insetos também podem atuar como um reservatório para 'preparar' futuras doenças."




BBC, em Londres




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