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Informática
Terça - 26 de Outubro de 2004 às 12:57

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A Microsoft anunciou que prentende lançar, até o final de 2004, um programa de busca para encontrar qualquer tipo de arquivo no disco rígido de um computador pessoal.

A medida é uma resposta à notícia do lançamento pelo Google de sua própria ferramenta de busca para catalogar dados em PCs.

O anúncio da Microsoft abre uma nova frente de batalha na disputa entre as duas empresas por uma maior fatia do mercado de programas de busca pessoal, que também tem o Yahoo, a AOL e outras empresas menores como concorrentes.

John Connors, diretor financeiro da Microsoft, disse que uma versão experimental do novo buscador pessoal deve ser colocada à disposição para download até o fim deste ano.

'Disputa infernal'

"Vamos ter uma grande e infernal disputa de buscadores entre Google, Microsoft e Yahoo", disse Connors. "Será realmente divertido acompanhar."

A entrada da Microsoft na competição de buscadores pessoais é tardia, e o novo programa vai enfrentar a comparação com ferramentas semelhantes de um grande número de rivais – muitos deles elogiados por fiéis usuários.

O novo buscador pode se basear no programa que a Microsoft adquiriu como resultado da compra da Lookout Software no início deste mês.

No último dia 14, o Google lançou um programa de busca pessoal que cataloga todos os arquivos de um computador e permite que os usuários utilizem a ferramenta para localizar e-mails, planilhas, arquivos de texto e de apresentações.

O programa também localiza páginas de internet e mensagens enviadas pelo serviço AOL Instant Messenger.

Mercado concorrido

Muitas outras companhias também lançaram buscadores pessoais recentemente. Empresas como Blinkx, Copernic, Enfish X1 Technologies e X-Friend realizam a mesma tarefa de catalogar grandes quantidades de informação que as pessoas cada vez mais armazenam em seus computadores.

A Apple também criou um sistema de busca similar para os seus computadores, chamado Spotlight, que deve estrear junto com o lançamento do sistema operacional Tiger.

Os próximos participantes a entrar neste concorrido mercado devem ser os gigantes AOL e Yahoo, que recentemente comprou a empresa Stata Labs para reforçar sua presença na disputa de buscadores.

Relatos indicam que a Microsoft também trabalha em um novo sistema de busca para a próxima versão do Windows (que recebeu o codinome Longhorn). No entanto, essa novidade não deve chegar ao mercado até 2006.

"A recente atividade na indústria de buscadores mostra que há uma necessidade de ir além da simples busca na internet baseada em palavras-chave", afirma Kathy Rittweger, co-fundadora da Blinkx.

"Encontrar informação em nossos próprios computadores está se tornando tão difícil quanto localizar a página de internet relevante entre as bilhões que existem."

Sobrecarga de dados

As ferramentas de busca pessoal se tornaram mais importantes por diversas razões. De acordo com pesquisa de analistas de mensagem do Radicati Group, até 45% das informações críticas para a manutenção de muitos negócios estão localizadas em mensagens de e-mail e anexos.

J. F. Sullivan, porta-voz para programas de e-mail da empresa Sendmail, afirma que muitas organizações começaram a perceber a importância da transferência de mensagens por meios eletrônicos. "O ponto chave é ser capaz de administrar toda essa informação", afirma.

Os buscadores também são um importante indicador de como as pessoas navegam pela internet. Muita gente utiliza sites de busca como página inicial quando estão conectadas à web. Outros instalam barras de ferramenta em seus navegadores para realizar buscas a qualquer momento.

Além disso, ter uma ferramenta de busca no computador pode ser uma maneira lucrativa para controlar os sites que as pessoas visitam quando estão online.

Para companhias como o Google, que tem os anúncios publicitários como principal fonte de receita, a informação sobre o que as pessoas procuram vale milhões de dólares.

No entanto, a exposição que esse tipo de ferramenta pode causar também começa a gerar dúvidas sobre as implicações dessa tendência na privacidade dos usuários.



BBC, em Londres




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