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Ciência
Terça - 09 de Novembro de 2004 às 12:42

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Uma mulher que está sendo submetida a tratamento contra câncer conseguiu manter a fertilidade depois que médicos transplantaram seu ovário para um de seus braços.

Cirurgiões holandeses da Universidade de Leiden esperam que a paciente possa se tornar a primeira mulher no mundo a engravidar com esse procedimento.

A técnica tem a vantagem de manter o ovário inteiro, com um bom suprimento de sangue, o que pode melhorar as chances de sucesso, segundo os médicos.

As conclusões sobre a nova descoberta foram publicadas na revista Cancer.

Congelamento

Os cientistas já pesquisavam maneiras de evitar a infertilidade causada por tratamento de câncer há algum tempo.

Alguns congelavam os óvulos, que mais tarde eram fertilizados in vitro e trasnferidos para o útero.

Outros congelavam pedaços de tecido ovariano antes do tratamento contra o câncer e mais tarde os reimplantavam.

O exemplo mais famoso é o de Ouarda Touirat, de 32 anos, que concebeu naturalmente e deu à luz uma menina neste ano, depois de ter tecido ovariano removido e congelado sete anos antes.

Ouarda passou por quimioterapia e teve o tecido reimplantado no ano passado.

Sangue

O sucesso desse tipo de transplante pode, no entanto, ser prejudicado se o suprimento de sangue for deficiente.

A médica Carina Hilders e sua equipe acreditam que remover totalmente o ovário e seus vasos sangüíneos e ligá-los a vasos do braço a taxa de sucesso aumenta.

Em 1987, uma equipe francesa experimentou a mesma técnica em uma jovem com doença de Hodgkin, com bons resultados. Mas por razões pessoais a mulher não tentou engravidar.

A equipe de Carina Hilders usou a mesma técnica, chamada autotransplante ovariano, em uma mulher de 29 anos que tinha câncer cervical. Depois do transplante, o ovário funcionou normalmente.

Os médicos afirmam, no entanto, que esse tipo de autotransplante não é adequado para mulheres submetidas a quimioterapia, porque o tratamento afeta todo o corpo e pode causar danos aos ovários independentemente de onde eles estejam localizados.




BBC, em Londres




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