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Ciência
Quarta - 10 de Novembro de 2004 às 09:46

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Cientistas afirmam ter identificado falhas em ondas cerebrais que podem explicar os sintomas da esquizofrenia.

O estudo revela que as células do cérebro que trocam informações sobre o ambiente e formam impressões mentais são menos ativas em pessoas que têm esquizofrenia.

Isso pode explicar e ajudar a tratar alucinações e pensamentos desordenados que são vividos por pessoas com esquizofrenia, de acordo com a equipe da Harvard Medical School.

O estudo foi publicado na revista Procedings of the National Academy of Sciences.

Círculos

Pesquisadores examinaram os padrões de ondas cerebrais de 20 pessoas com esquizofrenia e 20 voluntários sem o problema.

Os participantes do estudo tiveram que olhar para uma de duas imagens que continham círculos.

Em uma imagem, as quatro figuras foram arranjadas de forma a sugerir que havia um quadrado no centro. Pediu-se que os participantes pressionassem um botão para mostrar se percebiam ou não o quadrado.

Ao mesmo tempo, cientistas monitoraram as ondas cerebrais dos participantes.

Os dois grupos conseguiram reagir às imagens em um segundo, mas aqueles com esquizofrenia cometeram mais erros e demoraram cerca de 200 milésimos de segundo a mais para processar a imagem.

Quando os pesquisadores observaram os padrões de ondas cerebrais, perceberam que pacientes com esquizofrenia não mostraram qualquer atividade numa determinada faixa de onda ao pressionar o botão.

Mas os outros pacientes registraram uma atividade visível nas ondas gama, indicando que o cérebro estava processando a informação para guiar sua reação.

"Se a comunicação mais ativa entre grupos de neurônios acontece em 40 hertz, e os esquizofrênicos estão usando uma freqüência mais baixa, é provável que eles tenham uma comunicação deficiente entre reuniões de células e regiões do cérebro", disse Robert McCarley, que chefiou a pesquisa.

Tratamento

Ele disse que remédios para promover uma resposta normal das ondas gama podem ajudar a tratar da esquizofrenia.

Marjorie Wallace, diretora da ONG de saúde mental britânica SANE, disse que o estudo pode explicar por que pessoas com esquizofrenia percebem o mundo de maneira diferente.

"Só assim poderemos encontrar tratamentos melhores para essa doença destrutiva", disse.

Paul Corry, da ONG de saúde mental britânica Rethink, disse que mais testes são necessários até que eles possam beneficiar mais pessoas com esquizofrenia.

"Até lá, dar a essas pessoas os cuidados necessários o mais cedo possível é a melhor maneira de recuperar suas vidas", afirmou.




BBC, em Londres




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