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Informática
Quarta - 10 de Novembro de 2004 às 10:07

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A venda de discos nos Estados Unidos caiu porque as pessoas estão usando a internet para fazer o download dos álbuns, segundo um levantamento feito no país.

O relatório, encomendado pela Agência Nacional de Pesquisa Econômica dos Estados Unidos, analisou os hábitos de 412 estudantes. Para cada cinco discos baixados pela internet, a indústria fonográfica americana deixou de vender um, segundo essa pesquisa.

O estudo contradiz um relatório anterior, conduzido em 2002, que dizia que a troca de músicas online não tinha tido um efeito negativo nas vendas de discos.

O levantamento anterior, conduzido pelas Universidades de Harvard e da Carolina do Norte, indicou que altos níveis de troca de arquivos tinham um efeito que era "indistinguível de zero".

Outra pesquisa, apresentada pelo IFPI, órgão que representa a indústria fonográfica mundial, estimava que em torno de 15% dos usuários que baixam música da internet, ilegalmente, gastavam dinheiro na compra de discos.

Mas o IFPI adicionou que, para cada pessoa que fazia download de arquivos de música, outras duas deixavam de comprar discos.

Compras

O relatório Piracy on the High Cs foi compilado pelos professores Rafael Rob e Joel Waldfogel, da Universidade da Pensilvânia.

Eles perguntaram aos estudantes sobre os álbuns que eles compraram e que baixaram ilegalmente da internet.

Os estudantes adquiriram 1.209 discos para os quais era possível fazer download. Eles compraram 617, enquanto outros 592 foram baixados da internet.

Mas, se o download dos arquivos não estivesse disponível, os 617 ainda seriam comprados, junto com mais 154 entre aqueles que teriam sido baixados da internet.

Isso indica que, se não houvesse música ilegal na internet, os usuários estariam comprando mais CDs.

O levantamento também constatou que os gastos de cada estudante com música caíam de US$ 126 para US$ 100 quando o download de arquivos de música era levado em conta.

No entanto, discos comprados legitimamente eram valorizados pelos usuários mais do que aqueles baixados na internet, de acordo com o levantamento.




BBC, em Londres




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