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Terça - 16 de Novembro de 2004 às 11:02

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Militantes da Al Qaeda estão conseguindo contornar as operações das forças de segurança da Arábia Saudita, usando a Internet para conquistar novos recrutas.

Apesar da morte de vários de seus colaboradores, entre os quais Issa Saad bin Oshan, editor de uma das revistas virtuais da rede terrorista, o grupo continuou a divulgar regularmente suas publicações na internet neste último ano.

"Essa é uma prova da força da Al Qaeda na Arábia Saudita: o fato de que foram capazes de publicar as revistas duas vezes por semana, durante um ano inteiro, em meio a pesadas baixas", disse Paul Eedle, um especialista no assunto que trabalha na Grã-Bretanha.

"Isso mostra como um pequeno grupo pode continuar com sua campanha usando a Internet. Antes dos dias da Internet, um grupo desapareceria dos holofotes se o número de seus integrantes fosse reduzido da forma como aconteceu na Arábia Saudita", afirmou.

Oshan dirigia a Sawt al-Jihad (Voz da Guerra Santa), o veículo mais importante de disseminação das idéias da Al Qaeda. A publicação costuma convocar seus leitores para a luta armada a fim de expulsarem os "cruzados" do berço do Islã.

Outra publicação importante na internet é a Muaskar al-Battar (Campo Battar), um manual de guerrilha batizado com o nome de uma espada do profeta Maomé. A revista virtual divulga informações sobre o uso de armas e de explosivos e sobre como matar autoridades.

"Fiquei surpreso com a continuidade das revistas. Esse é um dos melhores meios de que um grupo terrorista dispõe para fazer propaganda", afirmou um analista europeu que não quis ter sua identidade revelada.

As autoridades tentaram, sem grande sucesso até agora, bloquear o acesso às revistas virtuais e a outros sites islâmicos a fim de conter a expansão do extremismo.

Mas, segundo analistas, a capacidade das publicações de recrutar novos adeptos é questionável.

"Há uma grande distância entre fazer alguma coisa e ler textos militantes, colocar mensagens em sites e simpatizar com a causa. Acho que, para haver esse salto, sempre é necessário algum tipo de contato pessoal", afirmou Eedle.




Com Reuters




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