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Astronomia
Terça - 16 de Novembro de 2004 às 11:51

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A sonda européia Smart 1 já entrou na órbita da Lua – tornando-se a primeira missão espacial da Europa a atingir este feito.

"A Europa chegou à Lua. Estamos na órbita lunar", afirmou o professor David Southwood, diretor da agência de ciência da Agência Espacial Européia.

Na segunda-feira (15/11), a Smart 1 acionou seu motor para entrar na órbita lunar. O motor iônico da espaçonave vai ficar quatro dias propulsando sem parar, a fim de produzir empuxo, controlando a aproximação da sonda ao satélite.

Depois disso, a espaçonave se aproximará da superfície lunar até alcançar a sua órbita final. O objetivo é que a Smart 1 fique em uma órbita elípitica que a mantenha a uma distância entre 300 e 3 mil quilômetros da superfície lunar.

Objetivos

Um dos principais objetivos da Smart 1, que tem custo estimado de 100 milhões de euros, é testar um sistema de propulsão elétrico-solar, considerado altamente eficiente.

O motor funciona através da emissão de um feixe de íons (átomos carregados de energia) do gás xenônio.

A Smart 1 vai começar o seu trabalho de coleta de informações em janeiro de 2005. Ela vai utilizar um espectrômetro de raios-X chamado D-Cixs, que vai prover informações para um detalhado mapa de elementos químicos da superfície lunar.

Esses dados vão ajudar os cientistas a testar teorias do nascimento e da evolução da Lua.

Impacto

“Nós acreditamos que a Lua seja a filha da Terra, e que tenha sido criada há 4,5 bilhões de anos, quando um embrião planetário do tamanho de Marte teria se chocado com a Terra”, disse Bernard Foing, cientista-chefe da Agência Espacial Européia.

“Isso teria enviado um manto de partículas da Terra em órbita, e elas teriam se condensado para formar a Lua.”

O estudo da origem da Lua poderia portanto ajudar os cientistas a entender melhor a composição da Terra em suas origens.

Um dos objetivos do D-Cixs é a maior cratera formada por impactos que pode ser encontrada na Lua.

Ao analisar esse local, poderá ser possível analisar a composião de rochas nas profundezas do astro.

A sonda também vai trabalhar na área da Lua conhecida como Pico da Luz Eterna, perto do pólo sul do satélite, que, acredita-se, recebe permanentemente a luz do Sol.

Esta região poderia ser particularmente adequada à implantação de bases lunares habitadas.





BBC, em Londres




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