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Saúde
Sexta - 21 de Janeiro de 2005 às 10:34

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Uma droga alucinógena popular na década de 60 pode ajudar cientistas a encontrar um tratamento para o alcoolismo.
A conclusão é de um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia.

De acordo com os cientistas, pesquisas feitas com ratos utilizando ibogaína mostraram que a substância foi capaz de bloquear o desejo de consumir álcool, por meio do estímulo a uma proteína cerebral.

O problema para desenvolver um tratamento a partir da droga é que os cientistas temem que ela seja tóxica.

Eles buscam desenvolver um tratamento que obtenha os mesmos resultados, mas sem seus efeitos colaterais.

Efeitos

A ibogaína é capaz de causar alucinações. Os usuários da droga podem entrar em transe por longos períodos.

Além de ser consumida por pessoas que buscam seus efeitos alucinógenos, a ibogaína também é usada por viciados em heroína e cocaína para conter a vontade de consumir tais drogas.

Segundo a cientista Patricia Janak, uma das autoras da pesquisa, a equipe de pesquisadores induziu ratos a consumir álcool e descobriu que após eles terem recebido uma injeção de ibogaína, houve um aumento no seu nível da proteína cerebral GDNF e eles passaram a consumir menos álcool.

Em seguida, durante duas semanas, os cientistas deixaram de dar bebidas alcoólicas aos ratos.

Os pesquisadores constataram, então, que os animais que receberam doses de ibogaína sofreram uma redução no desejo de consumir álcool.

"A descoberta que a ibogaína reduz os excessos de consumo alcoólico após um período de abstinência foi uma conclusão empolgante para nós, porque existem muito poucas drogas para alcoólatras que passam por crises de abstinência", disse Patricia Janak.

Restrições

Representantes de organizações antialcoolismo fizeram restrições às conclusões dos cientistas.

Segundo uma representante da agência nacional britânica de combate ao alcoolismo, a Alcohol Concern, a ibogaína é usada para tratar viciados em países caribenhos e no México, mas a substância é proibida em diversos países.


BBC, em Londres




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