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Saúde
Quarta - 02 de Fevereiro de 2005 às 10:41

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Um jovem de 23 anos que teve parte do crânio retirado e reimplantado três meses depois para combater um edema cerebral.

Marco Antonio Carrasco sofreu um grave traumatismo crânio-encefálico depois de ser atropelado junto com sua esposa em outubro passado por um automóvel que o deixou à beira da morte, informaram representantes do hospital Guillermo Almenara, em Lima, Peru.

Segundo o médico Fernando Palacios, que realizou a operação, a decisão de praticar uma "craneostomia" em Carrasco aconteceu depois de perceber que o edema cerebral não era reduzido com a medicação aplicada.

A "craneostomia", que nunca havia sido praticada no Peru, consiste em tirar uma parte do osso craniano, que posteriormente é reimplantado para evitar que o cérebro sofra uma inflamação que leve o paciente à morte cerebral. No caso de Carrasco, a inflamação afetava o tronco cerebral (parte inferior do cérebro que é a ligação com a medula espinhal).

A metade esquerda do crânio foi extraída, numa cirurgia conhecida como "hemicraniectomia descompressiva", deixando só a cobertura que protege o cérebro e evita o seu contato direto com o crânio.

Os médicos peruanos "guardaram" a metade do crânio do paciente durante três meses em seu abdômen, para que não sofresse nenhuma contaminação e por razões de compatibilidade sanguínea.

A cirurgia de "craneostomia", realizada na última quinta-feira com sucesso durou três horas e consistiu em repor o osso do crânio que cobre o cérebro do jovem, uma vez que a inflamação havia cedido.

De acordo com a equipe médica, "levará meses" para que Carrasco readquira todas as suas atividades mentais em 100%.

A esposa do paciente, que recebeu alta hoje, afirmou que está "feliz porque seu marido está em casa" e acrescentou que quer "justiça" porque o motorista que os atropelou "ainda está livre e este crime não pode ficar impune".




Fonte: agências internacionais




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