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Saúde
Quinta - 03 de Fevereiro de 2005 às 10:00

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O marca-passo pode se tornar obsoleto em uma década. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (02/02), por cientistas australianos depois que pesquisadores conseguiram reavivar tecidos cardíacos danificados por paradas cardíacas.

O centro de pesquisas Children's Medical Research Institute (CMRI) relatou o resultado de experiências envolvendo a injeção de um vírus contendo dois genes dos próprios pacientes em tecidos danificados do coração por ataques cardíacos, conhecidos como fibroblastos.

De acordo com o chefe do departamento de terapia genética do CMRI, Ian Alexander, o processo reavivou os estímulos encaminhados para os fibroblastos, permitindo ao tecido danificado voltar a "pulsar", como as células musculares normais do coração respondem.

"Isso significa que podemos pegar dois genes e dizer para as células do tecido danificado: nós queremos que vocês adquiram as propriedades das células do músculo do coração que são capazes de serem excitadas eletricamente", disse Alexander.

Por enquanto a tecnologia de transferência genética foi usada apenas para reparar células em laboratório. Alexander espera que os testes em animais e humanos comecem em breve.

"O que nós imaginamos é que existindo um paciente com danos causados por ataques do coração, operações ou até problemas congênitos na infância, poderíamos fazer a reprogramação genética das células para restaurar o funcionamento do coração", afirmou.

Alexander disse ainda que a tecnologia tem potencial para substituir os marca-passos, que costumam ser implantados para corrigir a disfunção causada por uma série de complicações. Desta maneira os pacientes não terão que instalar o equipamento em seus corpos, evitando problemas com a vida útil de suas baterias e parte do equipamento.

O tratamento alternativo seria injetar dois genes em um vírus dentro dos fibroblastos. O primeiro reprograma as células a agirem como células do músculo e o segundo permitiram a comunicação das células para que possam transmitir os pulsos elétricos. Alexander disse que uma simples injeção pode reparar milhares de células danificadas do coração.

A descoberta, publicada no jornal médico Cardiology, foi feita pelo cardiologista do CMRI Eddy Kizana, durante suas pesquisas de doutorado, que trabalha para desenvolvê-la atualmente com especialistas norte-americanos, no pós-doutorado.



Com agências internacionais




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