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Saúde
Quinta - 17 de Fevereiro de 2005 às 10:14

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O aumento temporário dos níveis de HIV em pacientes sob tratamento não significa necessariamente que o vírus está desenvolvendo resistência aos remédios. Foi o que pesquisadores da Universidade Johns Hopkins disseram à revista Journal of the American Medical Association.

Como o HIV evolui muito rapidamente, os médicos achavam que mesmo pequenas mudanças eram um sinal de que o vírus havia encontrado uma maneira de resistir a um tratamento sofisticado.

Os pesquisadores norte-americanos examinaram o sangue de dez pacientes soropositivos que vinham controlando a doença com um coquetel de drogas.

A pesquisa identificou alterações temporárias dos níveis de HIV em nove dos dez voluntários, mas os índices elevados não se repetiram em testes subseqüentes.

Alerta

Na opinião dos cientistas, a menos que a alteração na concentração do vírus seja superior a 200 unidades por mililitro de sangue ou persista após vários testes, não existe sinal de mutação viral ou perda da eficácia dos medicamentos.

"Os resultados devem aliviar centenas de milhares de soropositivos que estão sob o tratamento da chamada Terapia Anti-Retroviral Altamente Ativa (HAART, conhecida no Brasil como "coquetel")", diz Robert Siliciano, um dos chefes da pesquisa.

"Médicos e pacientes agora podem ter uma melhor idéia de quando realmente devem se preocupar com alterações."

Muitas vezes, a elevação temporária da concentração do vírus no sangue leva os médicos a mudarem o tratamento, o que pode ser desnecessário segundo o estudo.

A mudança na combinação de remédios pode ser acompanhada de efeitos colaterais prejudiciais, como a diabete; e alguns pacientes têm dificuldade de tolerar um novo coquetel.

O editor do HIV & Aids Treatments Directory, Christopher Gadd, disse que o estudo "remove algumas das incertezas que médicos enfrentam quando a carga viral de seus pacientes aumenta durante o tratamento contra o HIV".

Mas, na sua opinião, "embora o estudo seja encorajador, é importante que pacientes e médicos permaneçam conscientes dos riscos do fracasso da terapia".



BBC, em Londres




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