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Saúde
Terça - 22 de Fevereiro de 2005 às 12:39

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Cientistas norte-americanos criaram um "supercamondongo" cujos músculos podem ajudar a encontrar uma forma de evitar o enfraquecimento dos ossos.

Ele tem 70% mais de massa muscular do que outros animais de sua espécie porque não possui o gene que possibilita a produção da miostatina, a proteína que impede que os músculos cresçam demais.

Seis anos atrás, um garoto alemão nasceu com músculos duas vezes maior devido a uma mutação no gene da miostatina.

Os cientistas da Faculdade Médica da Georgia, nos Estados Unidos, dizem que os ossos podem responder ao estresse causado pela ação de uma carga muscular adicional fortalecendo os ossos ? e ajudando assim a combater a osteoporose.

Ritmo variado

"Estamos interessados nas crianças", disse Mark Hamrick, que lidera o trabalho dos cientistas com o supercamondongo.

"Queremos saber como maximizar (a força dos) ossos delas durante as épocas de maior crescimento", disse o cientista durante encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Washington.

Segundo ele, a massa dos ossos de uma pessoa no final de sua puberdade é um bom indicador do risco de ela sofrer de osteoporose no futuro.

O gene da miostatina trabalha em ritmo elevado na medida em que os bebês e as crianças crescem, mas sua atividade se reduz na idade adulta.

Sua função é garantir que os músculos não cresçam demais.

Impedindo a produção de miostatina, os cientistas vão poder conferir que efeito isso terá sobre os ossos a que os músculos estão ligados.

Segundo Hamrick, os ossos reagem ao aumento da pressão exercida sobre eles por meio da produção de mais matéria óssea.

"A melhor forma de aumentar a força dos ossos é com músculos", disse Hamrick.

Gordura

Alguns estudos têm levantado a possibilidade de que a gordura poderia desempenhar papel semelhante.

Mas Hamrick afirmou que um número crescente de crianças obesas nos Estados Unidos tende a ter menos massa óssea, o que vai contra essa teoria.

Além dos músculos maiores, os supercamondongos praticamente não tinham gordura devido à falta de miostatina.

Há alguns meses Hamrick e seus colegas têm comparado os roedores modificados com outros que receberam alimentação excessiva a fim de ficarem obesos.

"Podemos ver se os músculos têm mais impacto sobre a massa dos ossos porque os supercamondongos não acumulam gordura", disse Hamrick.

Os cientistas também querem descobrir se o aumento da massa muscular por meio de exercícios tem efeito semelhante sobre a massa óssea ao do corte de miostatina.



BBC, em Londres




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