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Saúde
Segunda - 14 de Março de 2005 às 11:47

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Cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que exames de ressonância magnética feitos para capturar imagens internas do corpo podem ter o mesmo efeito de antidepressivos.

A equipe que realizou o estudo usou ratos e empregou um tipo raro de ressonância magnética, normalmente usada em exames do cérebro.

Os cientistas constataram que os animais que sofriam de estresse e que "se sentiam desamparados" conseguiram se recuperar significativamente quando expostos ao exame, segundo informações publicadas pela revista científica Biological Psychiatry.

A pesquisa foi realizada depois que médicos notaram efeitos similares em pacientes com desordem bipolar (doença que faz uma pessoa variar entre a depressão e a exaltação).

Tratamento

Bruce Cohen, que liderou a equipe de pesquisadores, disse que a descoberta pode revolucionar o tratamento de depressão.

"Os ratos se comportaram como se tivessem recebido anti-depressivos. Mas esta é uma maneira de mudar o comportamento das células nervosas sem ter de tomar medicamentos", disse Cohen. "É por isso que as implicações desse trabalho têm o potencial de serem tão profundas."

Mas William Carlezon, que também participou dos estudos, afirmou que alguns tipos de ressonância magnética podem ser prejudiciais a esses pacientes.

"É sempre importante tomar cuidado quando ressonâncias magnéticas são usadas para diagnosticar ou estudar desordens que envolvem o cérebro", disse Carlezon.

"As pessoas acreditam que nada acontece quando estão fazendo o exame, que os médicos estão simplesmente tirando uma foto do cérebro. Mas na verdade o corpo está sendo exposto a campos elétricos e magnéticos que podem causar outros efeitos que ainda não sabemos."

O especialista em psiquiatria britânico Cosmo Hallstrom, do Royal College of Psychiatrists, disse que é necessário tomar cuidado com o resultado e levar em conta que não são muitos os ratos que têm comportamentos iguais aos de pacientes.

"Nunca ouvi falar de ressonâncias magnéticas que tivessem esse efeito e nem de pessoas serem prejudicadas por esse exame. Estou surpreso com as descobertas, mas acho que ainda são necessárias mais pesquisas sobre o tema."



BBC, em Londres




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