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Arqueologia
Segunda - 25 de Abril de 2005 às 13:23

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O ditado de que por trás de todo homem existe uma grande mulher, pelos relatos históricos, pode ser aplicado ao rei Charles VII, da França. Tanto é verdade que Agnès Sorel foi a primeira amante de um líder de um reino francês a ser reconhecida de forma oficial. Logo depois de tornar-se esposa do rei, a bela e inteligente jovem morreu de forma misteriosa, aos 27 anos, em 1450.

O motivo oficial da morte: hemorragia abdominal. Desde aquele tempo, todos os súditos desconfiavam que Agnès havia sido envenenada. Apenas agora, mais de 550 anos depois, a hipótese popular começa a ganhar contornos de realidade. Testes modernos feitos por uma equipe médica do Hospital Universitário de Lille, França, revelaram que os restos mortais da amante que virou rainha tinham quantidades enormes de mercúrio.

Apesar de o elemento químico aparecer sempre em pessoas que foram envenenadas, os médicos franceses ainda estão cautelosos. O mercúrio, por exemplo, pode ser fruto de algum tratamento farmacêutico para eliminar vermes. Os testes também mostraram ovos de lombrigas em algumas partes do corpo, como restos de uma planta usada naquela época para o tratamento de verminoses.

Os testes feitos no Laboratório Síncrotron da Europa são conclusivos em um ponto importante. O mercúrio chegou ao corpo da amante do rei Charles VII antes de ela morrer. Isso elimina mais uma hipótese. De que o metal teria sido fruto de alguma contaminação ambiental sobre o corpo ou do processo de mumificação. O que resta saber agora é se ela foi envenenada ou, então, se tomou doses em excesso de remédios para tratar da verminose.

Além de aproveitar para resolver um mistério histórico, que atrai bastante a atenção dos franceses, todos os testes feitos em pedaços de pele de Agnès estão sendo úteis para a validação de técnicas clínicas e legais que poderão ser usadas nos dias de hoje contra os criminosos modernos. O estudo completo feito em Lille será apresentando em um simpósio, que será realizado entre os dias 22 e 24 de abril, na cidade francesa de Loches.




Agência FAPESP




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