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Informática
Quinta - 19 de Maio de 2005 às 11:25

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Os hackers latino-americanos têm motivos para se preocupar. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Hauri, empresa sul-coreana especializada na criação de softwares de segurança, firmaram uma parceria na semana passada com o objetivo de combater as ameaças de pragas virtuais.

O principal fruto da parceria será a inauguração, prevista para o começo de julho, do primeiro laboratório antivírus da América Latina. O espaço, que funcionará no campus da Universidade de São Paulo, na capital paulista, será destinado à criação de mecanismos de defesa e soluções antivírus.

De acordo com a responsável técnica pelo laboratório, Maria de Fátima Porcaro, o centro deverá desenvolver produtos que não apenas bloqueiem a ação do vírus, mas, principalmente que consigam recuperar todo o conteúdo do disco rígido das máquinas infectadas. “O ideal é estar preparado para eliminar o vírus antes de ele conseguir devastar o computador. Não adianta deixar o fogo incendiar toda a casa para só depois apagá-lo”, disse.

“Nossa intenção é oferecer suporte imediato aos ataques, pois o grande problema não são os vírus que já existem, e sim as novas armas criadas pelos hackers”, afirma Maria de Fátima. O laboratório em São Paulo será responsável pela identificação das novas ameaças e análise do mecanismo de atuação do vírus. As informações apuradas pelo IPT serão encaminhadas à equipe de desenvolvimento da Hauri, na Coréia do Sul, que irá formular as vacinas para cada caso em particular.

Segundo a pesquisadora, o trabalho funcionará em um tripé formado por IPT, Hauri e parceiros. “De acordo com a demanda, pretendemos criar antivírus nacionais e inserir o Brasil no mercado mundial de prestação de serviços”, disse. Os países latino-americanos representam apenas 5% do faturamento mundial de soluções antivírus.

O laboratório, que estará aberto para receber arquivos pessoais e de empresas latino-americanas, irá funcionar com oito computadores em rede destinados a analisar arquivos suspeitos. Além disso, será realizado um trabalho de estatísticas dos riscos de infecção com o objetivo de prevenir novos ataques. “É preciso conhecer as tendências do mercado mundial para sabermos a linha de atuação mais conveniente”, explica Maria de Fátima.

De acordo com a Hauri, foram criados até hoje aproximadamente 85 mil vírus diferentes. Apenas em 2004, foram registradas cerca de 400 mil invasões em todo o mundo, um crescimento de 36% em relação ao ano anterior. No Brasil, ocorrem 2 mil ataques a sites e servidores todos os meses.



Agência FAPESP




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