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Informática
Quarta - 25 de Maio de 2005 às 09:40

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Uma organização que representa 125 editoras sem fins lucrativos de publicações acadêmicas e livros de teses dos Estados Unidos acusou o mecanismo de busca de internet Google de violar normas de direitos autorais com um plano de disponibilizar o acervo de bibliotecas universitárias na rede mundial de computadores.

A Associação Americana de Editoras Universitárias afirma que o projeto tem conseqüências financeiras perturbadoras, pois pode prejudicar as vendas de obras cujos direitos lhes pertencem.

No ano passado, o Google anunciou que fez acordos com quatro das principais universidades do mundo.

Os planos do Google, no valor de US$ 200 milhões, foram anunciados em dezembro. A empresa tem o objetivo de colocar on line 15 milhões de volumes das quatro principais bibliotecas norte-americanas, das universidades de Stanford, Michigan e Harvard, e da Biblioteca Pública de Nova York até 2015.

Também deverão ser oferecidos livros sem direitos autorais da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

Pesquisadores

A idéia é que pesquisadores em todo o mundo tenham acesso a milhões de textos importantes com poucos movimentos em um mouse.

Mas há entusiastas do plano. O chefe do serviço de biblioteca da Universidade de Oxford disse que o projeto pode acabar sendo quase tão importante quanto as técnicas de impressão de livros.

O Google alega que seus motivos são puramente altruístas. Seria a realização de um sonho antigo dos fundadores do grupo, hoje bilionários, Sergey Brin e Larry Page, que trabalharam em um projeto de biblioteca digital em seus dias de estudante.

Mas logo de início os planos enfrentaram oposição. A reclamação da Associação Americana de Editoras Universitárias é apenas a mais recente de uma série de críticas.

A Associação deseja esclarecer 16 questões e alega que o esquema de escanear os livros "parece envolver violação sistemática dos direitos autorais em larga escala".

Seus membros dependem da venda de livros e outros acordos de licenciamento para a maior parte de sua receita. Eles temem que se os usuários puderem obter as informações que desejam pela internet, eles não comprarão as obras.

Outras críticas ao projeto vieram da França, onde há receio de que a iniciativa possa reforçar o predomínio da língua inglesa e do pensamento anglo-saxônico.

A França e vários outros países europeus recentemente conseguiram apoio da União Européia para um projeto rival de cópia de livros para a internet de obras que não sejam em inglês.

Partidários do projeto do Google dizem que os direitos autorais estão protegidos porque muitos dos trabalhos que serão copiados inicialmente são textos antigos de autores já mortos.

O Google disse em uma declaração na segunda-feira que o projeto oferece proteção a detentores de direitos autorais. No caso de obras novas que ainda possuem direitos autorais, os usuários só poderão ver uma lista do conteúdo e umas poucas sentenças do texto.



BBC, em Londres




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