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Arqueologia
Quarta - 29 de Junho de 2005 às 14:01

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Há 4.605 anos, na chamada terceira fase de construção do famoso e enigmático sítio arqueológico de Stonehenge, na Inglaterra, 80 pedras azuis foram colocadas no interior do círculo que já existia, em duas fileiras. Até hoje não se sabe exatamente por que aquelas rochas, dispostas em formato de meia-lua, foram colocadas lá.

Apesar, também, de os pesquisadores terem uma pista do local de origem daquelas rochas, que seria nas montanhas do País de Gales, a 385 quilômetros de distância, o local exato da extração das pedras azuis permanecia desconhecido. Para Tim Darvill, professor da Universidade de Bournemouth, do Reino Unido, pelo menos esse mistério em relação ao sítio chegou ao fim.

Em artigo publicado na edição de julho/agosto da revista British Archaeology, o especialista britânico anuncia que chegou ao lugar de origem das rochas que formam o semicírculo interno do sítio arqueológico. A espécie de pedreira tem menos de meio hectare e está localizada realmente, como se imaginava, nos Montes Preseli.

O pesquisador encontrou no local paredões rochosos com claros sinais de trabalho humano. Alguns blocos, diz o pesquisador, foram retirados de lá do chão ou das paredes em tempos antigos. A tecnologia na época, que deveria ser simples e eficiente, não deixou muitas marcas no material, segundo o estudo.

Com o achado, Darvill imagina que alguns conceitos sobre a construção de Stonehenge terão que ser revistos. Pelo que foi observado, a exploração daquela espécie de pedreira ocorreu por muito tempo, e uma quantidade muito grande de rochas foi levada de lá.

A simplicidade da tecnologia usada também é outro ponto em discussão. Muitos dos blocos rochosos foram retirados dos paredões já praticamente soltos. Os exploradores aproveitavam o processo de destacamento natural das rochas. O local de origem das pedras azuis, que já se sabia ser distante de Stonehenge, é mais remoto, e de díficil acesso, do que imaginavam os pesquisadores. As dúvidas, portanto, continuam bem maiores do que as certezas.











Agência Fapesp




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