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Ciência
Quarta - 28 de Setembro de 2005 às 12:35

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Geneticistas e físicos do Instituto Curie e do Instituto Nacional de Pesquisa Médica e de Saúde (Inserm), na França, uniram-se para o desenvolvimento de uma nova ferramenta contra tumores cerebrais. A parceria entre as áreas parece ter sido um sucesso, como mostra um artigo publicado na edição de setembro dos Annals of Neurology.

Os gliomas, tumores originados em células da glia (estrutura de sustentação do tecido nervoso), são bastante freqüentes em pacientes adultos com câncer. A ferramenta desenvolvida agora na França busca exatamente melhorar o diagnóstico dessas formações. Para isso, os pesquisadores mostraram que o conhecimento preciso das alterações existentes no cromossomo 1 dos seres humanos é fundamental quando se propõe a montagem de um chip de DNA para estudar esse problema.

O que os pesquisadores fizeram foi montar lâminas com fragmentos do genoma em questão – de aproximadamente 150 mil pares de bases. Essas estruturas são chamadas de microarranjos ("microarrays") de alta densidade, chips de DNA ou biochips.

Após análise por hibridação desse material genômico, com genes isolados das células sem tumor e marcadas com fluoróforos (compostos fluorescentes), pode-se ter em mãos uma espécie de quadro luminoso com cores e intensidades diferentes. Cada um desses sinais indica se aquele trecho do genoma representa um diagnóstico pior (cor vermelha) ou melhor (cor verde). O meio-termo entre esses dois pontos de vista também é possível.

Os testes feitos na França mostraram que a perda do braço curto do cromossomo 1 está associada a um diagnóstico melhor, implicando resposta mais positiva ao tratamento quimioterápico. A perda parcial do mesmo braço indica a ocorrência de tumores mais agressivos. O trabalho indicou vários tipos de associações, sempre relacionado à força dos tumores.

Em termos de pesquisa básica, os cientistas conseguiram identificar que os genes associados aos tumores de prognóstico positivo e negativo são diferentes. No campo clínico, esses testes oriundos de técnicas desenvolvidas dentro do âmbito da genômica estrutural já devem ser incorporados pelos médicos, na França, até o fim deste ano, segundo comunicado do Instituto Curie.






Agência Fapesp




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