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Saúde
Quarta - 28 de Setembro de 2005 às 13:19

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Esponjas marítimas coletadas em piscinas naturais no sul do País de Gales, na Grã-Bretanha, podem fornecer compostos que seriam usados em novos remédios contra o câncer de mama e de pulmão, dizem pesquisadores.

Segundo os detalhes apresentados na Conferência Farmacêutica Britânica, uma equipe da Escola Galesa de Farmácia descobriu que extratos da esponja marítima do tipo Hymeniacidon contém compostos que podem bloquear o crescimento do câncer.

Testes preliminares de laboratório mostraram que extratos da esponja são altamente eficazes na inibição do crescimento do câncer de mama e das linhagens de pequenas células cancerosas nos pulmões.

O pesquisador Alex White, que liderou o estudo, disse que as esponjas foram secas e então transformadas em um pó.

As esponjas são formadas por complexos compostos
Com isso, os cientistas extraíram compostos que foram testados em células - mas por enquanto ainda não está claro qual, exatamente, desses compostos teve o efeito positivo.

"A esponja é feita de uma mistura de complexos compostos", disse White.

"O próximo passo é tentar identificar os produtos naturais responsáveis pelas propriedades antiproliferativas e identificar os principais compostos para então desenvolvê-los."

"Não é incomum encontrar extratos em organismos marítimos, especialmente esponjas, que têm este tipo de atividade."

"Mas as esponjas britânicas, e suas propriedades médicas, não são exploradas o suficiente e têm potencial para contribuir para a descoberta de novos remédios."

Segundo a médica Kat Arney, do instituto de pesquisa Cancer Research UK, "criaturas e plantas do mar são uma rica fonte de agentes potencialmente anti-cancerígenos, e esses resultados sugerem que há, possivelmente, novos tratamentos escondidos entre as esponjas marítimas britânicas".

"Mas a pesquisa ainda está em estágio bastante inicial e essas experiências só foram feitas com células cancerígenas cultivadas em laboratório."








BBC, em Londres




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