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Saúde
Sexta - 07 de Outubro de 2005 às 00:35

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Cientistas da Universidade de Lausanne, na Suíça, concluiram que a qualidade do sono é transmitida hereditariamente. Um estudo publicado na edição de hoje (07/09) da revista Science, revela que os pesquisadores identificaram pela primeira vez um gene relativo ao sono.

"A primeira lição das nossas pesquisas é que a qualidade do sono é determinada geneticamente", explicou o professor Mehdi Tafti, do Centro de Integração do Genoma da Universidade de Lausanne.

O estudo, é o primeiro a identificar um gene do "sono normal". Anteriormente tinham sido identificados genes em determinadas doenças muito raras que causam distúrbios do sono.

O trabalho da equipe de cientistas, também permitiu estabelecer que a vitamina A influi na qualidade do sono, embora não tenha sido possível determinar se é o seu excesso ou sua falta o que perturba o sono.

A equipe de cientistas estudou em ratos "a atividade delta", que mede a profundidade do sono mediante um eletroencefalograma. No ser humano, esta atividade diminui com a idade, o que explica porque as crianças dormem profundamente e se recuperam durante o sono, enquanto em geral os idosos não dormem tão bem.

"Nós nos demos conta de que alguns ratos têm um sono estranho, pois lhes falta a atividade delta. Ao comparar seus genes com os de outros ratos, localizamos o gene responsável por esta diferença", informou o professor Tafti.

Depois, este gene foi identificado como o do ácido retinóico, sobre o qual atua a vitamina A, presente em legumes amarelados e alaranjados, como a cenoura. Os cientistas já sabiam que a vitamina A tem um papel importante no cérebro, sobretudo para a visão, mas também em algumas doenças nervosas, como a esquizofrenia e os males de Alzheimer e Parkinson. Estas enfermidades são acompanhadas de uma falta de atividade delta, destacou o professor Tafti.

O estudo feito em ratos permitiu estabelecer que o excesso de vitamina A é ruim para o sono, mas os cientistas ignoram as conseqüências da falta desta vitamina no organismo. "Nós não sabemos exatamente qual é a taxa necessária", reconheceu o pesquisador. Ele lembrou que a vitamina A pode ser tóxica, sobretudo nas mulheres gestantes.





Redação HomeNews com agências internacionais




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