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Saúde
Quinta - 19 de Janeiro de 2006 às 10:01

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O consumo de aspirina pode diminuir os riscos de doenças cardiovasculares em ambos os sexos, mas beneficia mais os homens, de acordo com uma pesquisa da Universidade Duke, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

O estudo, publicado na última edição da revista médica Journal of the American Medical Association, analisou o efeito da aspirina sobre 95 mil pacientes e descobriu que a droga realmente diminui as chances de ataques cardíacos e infartes em pessoas saudáveis.

A análise confirmou uma redução de 12% nos riscos de problemas cardiovasculares em mulheres e de 14% em homens.

No entanto, o uso prolongado da aspirina pode provocar, em uma minoria de casos, hemorragias em pacientes de ambos os sexos (2,5 casos em cada mil, para mulheres; e três em mil para homens).

Mulheres

De acordo com o líder da equipe de cientistas, Jeffrey Berger, a maioria dos estudos sobre os efeitos benéficos da aspirina se concentravam apenas em homens.

Por causa disso, muitos médicos se mostravam relutantes em receitar aspirina para mulheres.

"Agora, os resultados combinados dos últimos testes com mulheres demonstram que mulheres podem se beneficiar das terapias com aspirina quase tanto quanto os homens", afirmou Berger.

Os cientistas da Universidade de Duke analisaram os dados de seis estudos clínicos anteriores que reuniam, ao todo, 95.456 pacientes, dos quais 51.342 eram mulheres.

"O número relativamente pequeno de ataques cardíacos entre mulheres e de infartos em homens indica que mais estudos são necessários para que se compreenda melhor as diferenças nas reações cardiovasculares à aspirina", afirmou o doutor Berger.

Para Belinda Linden, da Fundação Britânica do Coração, o estudo ainda não comprova a utilidade da terapia com aspirina para a maior parte da população.

"Embora tenhamos que nos manter informados sobre as novas pesquisas nessa área importante, é bom ressaltar que a aspirina pode, eventualmente, provocar sangramentos e reações alérgicas. Por isso, ela só deve ser receitada quando os benefícios ultrapassam os riscos", disse Linden.



BBC, em Londres




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