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Informática
Terça - 29 de Outubro de 2002 às 13:16

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SYDNEY, Austrália(Reuters) - Hackers muçulmanos ou simpatizantes do islamismo estão na linha de frente de uma potencial guerra cibernética, a ser travada depois do fim de um cessar-fogo aceito por 'hackers ativistas' e por criadores de vírus nos meses seguintes aos ataques de 11 de setembro contra os EUA, disseram especialistas em internet.
Os hackers simpatizantes do islamismo estão intensificando seus ataques contra países favoráveis à 'guerra contra o terror' dos EUA e à campanha da superpotência contra o Iraque.

A empresa de segurança em computadores mi2g, de Londres, disse na terça-feira que outubro já era considerado o pior mês em termos de ataques virtuais detectáveis desde que se começou a registrar o fenômeno, em 1995. Estima-se que aconteceram 16.559 ataques contra sistemas e sites.

A empresa, que trabalha com bancos, seguradoras e resseguradoras, disse que ataques motivados politicamente haviam crescido 'bastante'.

'Percebemos que mais e mais grupos de hackers islâmicos estão começando a se unir em torno de uma agenda anti-EUA, anti-Grã-Bretanha, anti-Austrália, anti-Índia e anti-Israel', declarou.

Segundo o banco de dados zone-H, um site independente que monitora a atividade dos hackers, a alteração de sites com motivos políticos responde por 11% do número total desse tipo de ataque.

A maior parte dos ataques é atribuído a garotos espalhados pelo mundo todo, do Brasil à Alemanha, que querem aparecer, disse Dean White, do Sans Institute Internet Storm Center.






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