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Tecnologia
Segunda - 06 de Fevereiro de 2006 às 08:14

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Um inventor israelense desenvolveu um sistema para respiração embaixo d’água que retira o oxigênio diretamente da água do mar, eliminando a necessidade de tanques de ar comprimido.

Chamado “LikeAFish” (como um peixe), o sistema de brânquias artificiais movido a bateria extrai pequenas quantidades de ar dissolvido que já existe na água para suprir oxigênio a mergulhadores, submarinos e habitats submarinos.

O aparelho utiliza uma centrífuga de alta velocidade para reduzir a pressão da água do mar em uma pequena câmara fechada.

Isso permite que o ar dissolvido volte ao estado gasoso – de maneira parecida à que o dióxido de carbono é liberado de um refrigerante quando se reduz a pressão sobre ele abrindo sua tampa.

O ar liberado é então transferido para uma bolsa de ar para uso do mergulhador.

Como cada litro de água contém cerca de 1,5% de ar dissolvido, o sistema desenvolvido por Alon Bodner precisa fazer circular cerca de 200 litros de água por minuto para suprir a necessidade respiratória de uma pessoa média.

Bateria

Em vez de ficar limitado à quantidade de ar que pode ser levada em um tanque, o suprimento de ar para um mergulhador dependeria somente da carga disponível para a bateria.

“Uma bateria de um quilo deveria garantir uma hora de mergulho”, disse Bodner.

Até agora, o sistema existe somente como um modelo de laboratório com patentes aprovadas na Europa e em processo de aprovação nos Estados Unidos.

Bodner estima que deve levar dois anos para que um protótipo funcional seja colocado em operação.

Ele pretende no futuro reduzir o tamanho do aparelho, tornando-o um colete leve para os mergulhadores.

Apesar de prometer ser uma tecnologia revolucionária, o sistema cria uma série de preocupações de especialistas.

“Bodner assume que um mergulhador usará um litro de oxigênio por minuto”, diz Mike Rowley, instrutor do British Sub-Aqua Club.

“Porém isso não é um número absoluto. Ele é baseado na média de um homem adulto com movimentação aquática leve. Com trabalho – como nadando contra uma corrente forte – esse número pode chegar a 3,5 litros por minuto”, diz.

Além disso, a concentração de oxigênio na água também varia. Algumas “áreas mortas” em lagos e oceanos têm menos oxigênio dissolvido. E o que aconteceria quando a água está contaminada ou poluída?

“Eu não adotaria essa nova tecnologia, porque ela introduz uma incerteza sobre o suprimento de oxigênio quando eu poderia usar um cilindro muito confiável enchido antes do mergulho”, diz Craig Billingham, um mergulhador e instrutor com mais de 15 anos de experiência.

Em sistemas fechados, o mergulhador respira o mesmo ar, depois que o dióxido de carbono (CO2) é eliminado.

Atualmente a duração dos mergulhos não é limitada pela quantidade de gás que pode ser transportada, mas pelo tempo que o equipamento de eliminação de CO2 funciona, que costuma ser três horas.

Para Billingham, o novo equipamento não leva isso em conta. Ele também não acha prudente misturar baterias com água do mar. Segundo ele há grande risco de vazamento.




BBC, em Londres




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