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Ciência
Segunda - 06 de Fevereiro de 2006 às 08:55

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A América do Norte continua em primeiro lugar no mundo em investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D). A novidade é que o segundo lugar, tradicionalmente ocupado pela Europa, traz agora outro continente, a Ásia. O responsável pela mudança é a China.

Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estatística da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), divulgado em janeiro com dados de 2002, a América do Norte responde por 37% do investimento bruto mundial em P&D. A Ásia vem em seguida, com 32%, e a Europa tem 27%.

O Unesco Science Report 2005 apresenta um extenso número de tabelas e gráficos que ajudam a entender tendências contemporâneas no setor de ciência e tecnologia. “A questão central é se os Estados Unidos, a Europa e o Japão continuam a dominar a produção do conhecimento ou se uma situação mais equilibrada tem emergido”, diz o comunicado divulgado pelo Instituto de Estatística da Unesco (UIS) no lançamento do relatório.

Parte da resposta está nos padrões de investimento. De acordo com o estudo, os gastos em P&D em relação ao total mundial caíram em cerca de 1% de 1997 a 2002 tanto na América do Norte quanto na Europa. Na Ásia, houve um crescimento de 4% no mesmo período.

O maior aumento vem da China, onde o total subiu de 4% para 9% do mundo, tendo atingido US$ 72 bilhões em 2002. Para efeito de comparação, o total no mesmo ano foi de US$ 29 bilhões no Reino Unido, US$ 35,2 bilhões na França e US$ 56 bilhões na Alemanha. Com isso, a China chega ao terceiro lugar mundial, atrás apenas do Japão (US$ 106,4 bilhões) e dos Estados Unidos (US$ 290 bilhões).

O Brasil é um dos países destacados pelo relatório da UIS, com investimento de US$ 13,1 bilhões em 2002. O valor é menor do que o da Índia, mas, ao se considerar os gastos em P&D em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil passa à frente, com 1% contra 0,7%.

Outro ponto de destaque ao Brasil é o investimento por pesquisador, que foi de US$ 238 mil, contra US$ 88,8 mil da China e US$ 230 mil dos Estados Unidos. Mas o indicador retrata muito mais o baixo número de cientistas do que uma maior aplicação no setor. Enquanto o Brasil somou 54,9 mil pessoas ligadas a P&D em 2002, segundo o relatório a China chegou aos 810,5 mil, superando o Japão (646,5 mil) e perdendo apenas para os Estados Unidos (1,261 milhão).

A maior má notícia do relatório da Unesco fica com a Rússia. Apesar de estar em terceiro na relação de pesquisadores (3,4 mil por milhão de habitantes), o país contribuiu com apenas 2% do investimento mundial em P&D em 2002.

Para baixar a tabela de indicadores em investimento em P&D, clique aqui.

Mais informações: www.uis.unesco.org




Agência Fapesp




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