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Astronomia
Quarta - 08 de Fevereiro de 2006 às 13:41

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A proposta de decreto que regulamenta a Alcantara Cyclone Space, empresa binacional Brasil-Ucrânia, será encaminhada ainda essa semana à Casa Civil, informa o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O objetivo da empresa será a exploração comercial e pacífica do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), no Maranhão, como base de lançamento de satélites a partir dos foguetes ucranianos Cyclone-4. Localizado nas proximidades da linha do Equador, o CLA possibilita lançamentos mais competivivos com menos gasto de combustível e cargas maiores.

Sergio Rezende, ministro da Ciência e Tecnologia, em reunião com o diretor geral da Agência Nacional Espacial da Ucrânia (NSAU), Yuriy Alexeyev, na terça-feira (6/12), reafirmou o compromisso do governo brasileiro em concretizar a parceria.

Alexeyev elogiou os avanços conquistados no últimos meses. Segundo ressaltou, com a assinatura do decreto começam as etapas de definições técnicas, como do corpo diretor da empresa e a localização no CLA onde será instalado o sítio de lançamento de foguetes da família Cyclone.

A exploração do Centro de Lançamentos de Alcântara começou a ser definida em novembro de 2004, quando foi aprovado pelo Congresso Nacional o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e Ucrânia.

A proposta de decreto que segue para a Casa Civil é o resultado de discussões que envolveram representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB) e dos ministérios da Fazenda, Planejamento e Casa Civil. Os investimentos na empreitada serão divididos em partes iguais, com cerca de US$ 50 milhões para cada país.

A Alcantara Ciclone Space terá quatro diretorias e vice-diretorias, além de dois diretores-gerais, cargos que serão compartilhadas igualmente por brasileiros e ucranianos. Os técnicos também serão das duas nacionalidades. Os representantes de cada país na empresa são a AEB e a Agência Nacional Espacial da Ucrânia.

Segundo o MCT, a parceria com a Ucrânia reforça a inserção nacional no time de países com capacidade de acesso ao espaço e promove o desenvolvimento e aquisição de tecnologia. Já a Ucrânia lucra nos custos de lançamento dos foguetes e satélites. Embora conte com tecnologia avançada de fabricação de foguetes, o país não possui um centro de lançamento próprio e depende, de modo geral, das instalações russas.




Agência Fapesp




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