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Tecnologia
Quinta - 09 de Fevereiro de 2006 às 10:04

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A telinha vai ficar mais sofisticada. Ela vai ganhar um sistema de transmissão digital que está em processo de formatação no Brasil e deverá entrar nos lares brasileiros nos próximos meses.

A TV digital chega com promessas de uma imagem com melhor qualidade, interatividade e maior possibilidade de difusão de conhecimento. Para formatar o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) dentro das especificidades culturais, sociais e tecnológicas do país, foi montada ao longo dos últimos três anos uma das mais expressivas redes de pesquisa tecnológica, talvez só superada pela dos projetos genoma.

Estiveram reunidos, entre 2004 e 2005, 1.200 pesquisadores brasileiros representando 75 instituições, a maioria de universidades, além de institutos de pesquisa e de empresas, que propuseram ao Ministério das Comunicações (Minicom) uma série de alternativas técnicas para a implantação do sistema, desde a escolha de hardwares e softwares, análise de padrões estrangeiros e até propostas de veiculação de conteúdo educativo e aplicações operacionais e comerciais.

Neste mês de fevereiro, o governo federal deve anunciar as principais diretrizes do SBTVD e quais serão os subsistemas adotados em relação a um dos três padrões de TV digital existentes no mundo: o norte-americano Advanced Television Systems Commitee (ATSC), adotado pelos Estados Unidos, Canadá, México e Coréia do Sul; o europeu, Digital Video Broadcasting (DVB), utilizado em vários países desse continente e na Austrália, em Cingapura e em Taiwan; e o japonês, Integrated System Digital Broadcasting (ISDB), usado apenas no Japão.

Espera-se que a decisão do sistema brasileiro leve em conta os relatórios de recomendação dos 20 grupos de pesquisa que, além de analisar e testar os outros padrões, desenvolveram soluções inovadoras para a futura TV digital brasileira. Chamados de consórcios, esses grupos receberam financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).

“O total foi de R$ 38,7 milhões, repassados para a Finep pelo Minicom”, diz André de Castro Pereira Nunes, coordenador da chamada pública da TV digital da Finep. Os grupos enviaram os relatórios com as realizações no final de dezembro à Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), coordenadora das pesquisas para o Minicom.



Agência Fapesp




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