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Saúde
Terça - 14 de Fevereiro de 2006 às 09:15

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No final de 1998, poucos meses depois de instalar-se como professor visitante em um dos laboratórios da Universidade Harvard, Estados Unidos, o médico Antonio Bianco encontrou em músculos de primatas, incluindo os seres humanos, a mesma proteína com que havia trabalhado em ratos durante 15 anos na Universidade de São Paulo (USP).

Trata-se da D2, como é chamada a enzima que ativa o principal hormônio produzido pela glândula tireóide e, a partir daí, acelera as reações que aumentam o consumo de oxigênio – ou, em termos práticos, a liberação de calor.

Sete anos mais tarde, já ocupando o cargo de diretor de pesquisas do laboratório de tireóide do Hospital Brigham and Women’s em Boston, afiliado à Universidade Harvard, Bianco descobriu dois mecanismos pelos quais o organismo pode regular a produção e a atividade dessa proteína.

Essas descobertas, publicadas em dois artigos recentes da Nature e da Nature Cell Biology, podem levar a novas abordagens terapêuticas para combater a obesidade, freqüentemente associada ao diabetes tipo 2 – um sério problema para cerca de 300 milhões de pessoas e a causa de morte de 3 milhões de indivíduos por ano.

À medida que sirvam como base para novos medicamentos, esses achados também podem contribuir para o tratamento de outras centenas de milhões de pessoas que sofrem de disfunções da tireóide.


Leia o artigo completo sobre as descobertas em http://www.fapesp.br/materia.php?data[id_materia]=2261










Agência Fapesp




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