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Saúde
Quarta - 22 de Março de 2006 às 08:46

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O Brasil instalou nesta terça-feira (21/03) dois postos de controle para inspecionar as aves migratórias que chegam ao país, pondo em prática um plano de vigilância sanitária do Ministério da Agricultura para prevenir a gripe aviária.

Os responsáveis pelo controle terão a missão de capturar algumas das aves, para recolher amostras e submetê-las a exames de laboratório que indiquem se são portadoras do vírus transmissor da doença, informou o Ministério da Agricultura.

Os dois primeiros postos de controle começaram a funcionar no arquipélago de Fernando de Noronha e na ilha da Coroa do Avião, ambas em Pernambuco, que são pontos de passagem de aves migratórias. A vigilância dos dois lugares, aonde chegam aves procedentes da América do Norte, estará a cargo de técnicos do Ministério da Agricultura e do Ibama.

As aves migratórias se transformaram nas principais responsáveis pela propagação do vírus H5N1 da gripe aviária, que já foi detectado na Europa, na África e em partes da Ásia, causando a morte de 98 pessoas desde 2003. "Também estamos investindo na instalação de laboratórios para ter um diagnóstico mais exato da doença", afirmou o secretário nacional de Defesa Agropecuária do Ministério de Agricultura, Gabriel Maciel.

Maciel acrescentou que, por enquanto, é muito reduzido o risco de entrada da gripe aviária no Brasil, já que o país não é rota de aves procedentes de países com registros da doença. Apesar disso, o Governo preferiu antecipar as medidas preventivas. O secretário destacou que, além dos dois postos de controle já instalados em Pernambuco, outros começarão a funcionar no Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pará e Amapá.

O Plano Nacional de Controle e Prevenção da Doença de Newcastle e Prevenção de Influenza Aviária anunciado pelo Governo em janeiro, mas que ainda está sendo submetido a consultas públicas, exigirá um investimento de R$ 100 milhões.

O projeto inclui medidas para a modernização dos laboratórios dos organismos de vigilância sanitária, a implantação de barreiras sanitárias nas fronteiras, a capacitação de recursos humanos e campanhas educativas.

Uma das principais medidas é a que regulamenta a entrada e o trânsito no interior do Brasil de aves e produtos que possam transmitir a doença.

O programa também prevê a criação de corredores sanitários pelos quais poderão transitar frangos destinados aos frigoríficos e para reprodução, e determina a inspeção periódica de estabelecimentos comerciais.

A principal preocupação do Governo é que a doença contraia o setor produtor de carne de frango, do qual o Brasil é o maior exportador mundial.

O país exportou no ano passado 2,8 milhões de toneladas de frango a cerca de 150 países por US$ 3,5 bilhões. A proliferação de casos de gripe aviária já provocou uma queda nas exportações brasileiras de frango devido à cautela dos consumidores, que preferem abster-se de comprar o produto sem nem mesmo levar em conta sua procedência.

Segundo os produtores, as exportações em fevereiro, de 198.887 toneladas, foram 8% inferiores às do mesmo mês do ano passado e 7% menores do que as de janeiro. As vendas para a União Européia caíram em fevereiro 11% em volume e 15,5% em valor em comparação com janeiro.





EFE




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