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Arqueologia
Quarta - 22 de Março de 2006 às 08:51

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Daqui a alguns anos milhares de pessoas poderão mostrar a seus filhos fotos em que aparecem ao lado de réplicas de dinossauros em tamanho natural. São as hoje crianças que desde 26 de janeiro têm se admirado com as atrações da exposição Dinos na Oca, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

“Essa é uma oportunidade única para o público brasileiro. Muitas crianças e adultos jamais tinham visto como era um dinossauro”, diz Luiz Eduardo Anelli, professor da Universidade de São Paulo e curador da exposição que custou R$ 7 milhões e termina em 30 de abril. “Estamos vendo uma celebração da paleontologia brasileira.”

Segundo Anelli, pesquisadores de diversas instituições foram convidados para participar da mostra. Todos os textos escritos nos murais – bem destacados pela cenografia da exposição – são assinados por conhecidos nomes da paleontologia nacional.

É o caso de Alexander Kellner, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O especialista em vertebrados e autor de importantes descobertas nos últimos anos escreveu sobre os pterossauros, que não são exatamente dinossauros, mas “primos” desses.

A réplica do esqueleto do Anhanguera piscator, um dos pterossautos presente na exposição – os ossos originais foram encontrados na Chapada do Araripe, no Ceará –, merece atenção especial do visitante. O mesmo ocorre diante do curioso urólito de 140 milhões de anos. Trata-se de um icnofóssil – registro produzido por animal em rocha sedimentar – que mostra as marcas da urina de um dinossauro. A peça pertence ao Museu Histórico e Pedagógico Voluntários da Pátria, de Araraquara, no interior de São Paulo.

Ao lado de outras atrações nacionais, como fósseis de plantas, de peixes pré-históricos e de antepassados dos atuais crocodilos, há um andar dedicado a peças estrangeiras. São principalmente fósseis argentinos e africanos, como o carcharodontossauro, que viveu no Norte da África há 90 milhões de anos. O maior de todos, e que chama a atenção de imediato, é o da Jobaria, com 22 metros de altura. O animal, que viveu no deserto do Saara, não era predador e se alimentava de plantas.

A exposição também mostra aos visitantes que os dinossauros de certa forma continuam vivos, representados pelas aves atuais, descendentes de um grupo dos animais extintos há milhões de anos.

A mostra é uma rica oportunidade de ampliar o conhecimento científico, a mostra Dinos na Oca permite que o público conheça mais do trabalho dos paleoartistas brasileiros. Cabe a eles reproduzir com perfeição as formas e as dimensões dos grandes répteis. O próprio professor Anelli, com uma pequena empresa que nasceu dentro da USP, promove essa faceta da paleontologia. “Já estamos, inclusive, exportando algumas peças”, conta.

Mais informações: www.uol.com.br/dinosnaoca.






Agência Fapesp




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