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Ciência
Segunda - 04 de Novembro de 2002 às 08:27

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Uma etiqueta plástica simples e barata contendo um padrão único de bolhas aprisionadas em sua estrutura pode garantir que você esteja comprando um artigo genuíno e não alguma cópia barata.

Os bens de consumo falsificados abundam em todo o mundo. Na União Européia, por exemplo, as empresas de grande porte alegam que imitações baratas de seus produtos vêm lhes custando vendas da ordem de 66 bilhões ao ano.

"As pessoas vêm sendo iludidas por trapaceiros em grande escala", diz Glyn Roberts, do Pentland Group, que controla as marcas Speedo, de roupas de banho, e Lacoste, de roupas masculinas e femininas, entre outras. Em alguns casos, os falsificadores procuram as fábricas que no passado produziram bens para os detentores legítimos de uma marca e pagam para que elas continuem fabricando os mesmos produtos.

Para demonstrar que suas roupas são autênticas, o Pentland Group costura um código bidimensional em cada uma delas, com uma costura em algodão representando a "tinta" em um código de barras. Pode-se copiar esse código, mas a maior parte dos falsificadores considera que é uma tecnologia de uso caro demais para que valha a pena.

Agora,uma empresa sediada em Montauban, França, desenvolveu um rótulo de autenticação que é impossível de copiar e pode ser usado em relógios, CDs ou produtos eletrônicos, além de roupas. O sistema emprega discos plásticos conhecidos como ProofTags que podem ter de um a 10 milímetros de diâmetro. À medida que o plástico se resfria durante a produção, formam-se bolhas em padrões aleatórios. A Novatec diz que as chances de que duas etiquetas formem padrões semelhantes são da ordem de 1 em 1.040.

Uma imagem do padrão de bolhas de cada rótulo é registrada em um banco de dados, acompanhada pelo número de série do rótulo. Para garantir que um produto seja autêntico, os clientes e as autoridades de fiscalização e policiais podem simplesmente comparar o rótulo daquele produto ao padrão de bolhas registrado no banco de dados.

Os ProofTags podem ser usados para autenticar passaportes, vinhos ou até mesmo cédulas bancárias, diz Franck Bourrières, da Novatec. Mas ele aponta que "a segurança do sistema depende da segurança do banco de dados".

Fonte: New Scientist




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