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Saúde
Sexta - 31 de Março de 2006 às 09:09

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Doses altas de suplementos vitamínicos podem aumentar o risco de pré-eclâmpsia durante a gravidez, diz um estudo feito pela organização beneficente britânica Tommy.

Mulheres grávidas em todo o mundo são afetadas pela condição, que provoca um aumento na pressão sanguínea da mãe, colocando em risco a sua vida e a vida do bebê.

Especialistas acreditavam que a ingestão de vitaminas C e E diminuía os riscos de pré-eclâmpsia.

Mas um pequeno estudo publicado na revista médica britânica The Lancet revelou que mulheres sob alto risco de hipertensão não devem tomar doses altas das vitaminas.

A doença hipertensiva pré-eclâmpsia tem sido associada a produção de moléculas altamente tóxicas, conhecidas como radicais livres, pela placenta.

Um estudo anterior, também feito pela Tommy, havia indicado que a ingestão de vitaminas C e E poderia bloquear os danos causados pelos radicais livres, diminuindo os riscos.

O estudo mais recente, no entanto, revelou o inverso.

Cerca de 2,4 mil mulheres grávidas com pressão alta, problemas nos rins, diabetes e dificuldades de coagulação ingeriram vitaminas ou um placebo.

Os pesquisadores descobriram que a pré-eclâmpsia apareceu uma semana antes nas mulheres que tomaram vitaminas.

O índice de nascimentos de bebês com peso abaixo da média também foi 15% mais alto entre essas mulheres.

A pesquisadora Lucilla Poston disse: "O maior índice de nascimentos de bebês com baixo peso e a maior necessidade por tratamentos para pré-eclâmpsia (entre as participantes que tomaram as vitaminas) indicam que essas altas doses de vitamina C e E não funcionam na prevenção de pré-eclâmpsia em pacientes sob alto risco."

Ácido Fólico

Outro membro da equipe, Andrew Shennan, enfatizou que não há provas de que tomar suplementos vitamínicos específicos para a gravidez produza os mesmos resultados.

Ele disse que é importante que mulheres grávidas e as que estão tentando engravidar continuem a tomar ácido fólico para reduzir os riscos de defeitos do tubo neural, como espinha bífida.

Um representante da entidade beneficente britânica Action on Pre-Eclâmpsia disse que muitas mulheres ficarão desapontadas com a notícia.

Michael Rich disse, no entanto, que um resultado positivo do estudo é que ele evitará que a ingestão de altas doses de vitaminas C e E se torne prática corrente em clínicas do mundo inteiro.

"Um acompanhamento cuidadoso sempre foi tido como a melhor forma de lidar com a pré-eclâmpsia - e isso continua valendo", disse Rich.





BBC, em Londres




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