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Astronomia
Domingo - 09 de Abril de 2006 às 09:55

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O primeiro cosmonautaa brasileiro, Marcos Pontes, que, com o norte-americano William McArthur e o russo Valeri Tokarev, aterrissou nesta madrugada (noite de sábado no Brasil) nos estepes do Cazaquistão após seu primeiro vôo espacial, já está em Moscou e passa bem.

O avião com os três cosmonautas, procedente da cidade de Kustanay, aterrissou na base aérea de Chkalovski, nos arredores de Moscou, quatro horas do previsto, dadas as condições meteorológicas desfavoráveis, disse à agência de notícias russa "Itar-Tass" o coronel Alexander Drobyshev, chefe do serviço de imprensa da Força Aérea da Rússia.

Apesar de cada cosmonauta ter sido acompanhado no vôo por seu médico pessoal, os três estão bem e "desceram do avião praticamente sem ajuda", informou Drobyshev.

As imagens transmitidas pela televisão mostraram os três cosmonautass visivelmente cansados, mas sorridentes e cumprimentando com os braços para alto a platéia na pista.

No aeroporto, eles eram esperados por seus parentes e amigos, assim como pelos responsáveis pelas agências espaciais de Brasil, Rússia e Estados Unidos.

Quase imediatamente, os três foram levados de ônibus à Cidade das Estrelas, a principal base dos cosmonautas russos, localizada a poucos quilômetros de Chkalovski.

No centro de preparação que, em homenagem ao primeiro cosmonauta do mundo, leva o nome de Yuri Gagarin, Pontes e seus colegas serão submetidos a um programa de reabilitação por várias semanas.

Espera-se que Pontes, que passou apenas uma semana no espaço e estava visivelmente mais bem disposto que seus companheiros de vôo nas imagens da televisão, precise de menos tempo de recuperação que Tokarev e McArthur, que estavam na Estação Espacial Internacional (ISS) desde outubro e terão que se readaptar à gravidade terrestre.

A primeira entrevista dos três está marcada para terça-feira.

A missão "Centenário", desenvolvida pelo astronauta brasileiro, incluía nove experimentos científicos e tecnológicos em bioquímica, termodinâmica, cinética de enzimas, cristalização de proteínas, semicondutores e difusão térmica.

Fontes não oficiais indicam que o Brasil pagou cerca de US$ 20 milhões pelo vôo. Este ano, a Nasa pagará aproximadamente US$ 40 milhões por dois vôos de seus astronautas em naves russas.

O russo Pavel Vinogradov e o norte-americano Jeffrey Williams trabalharão na ISS por seis meses substituindo Tokarev e McArthur.

Em julho, o astronauta alemão Thomas Reiter se juntará a eles, viajando a bordo de uma nave espacial norte-americana.







Redação HomeNews com EFE




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