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Ciência
Quarta - 03 de Maio de 2006 às 10:02

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A geleira do "Teto do Mundo", como é chamada a meseta do Tibet-Qinghai, está derretendo a um ritmo de 7% ao ano, o que vai provocar mais tempestades de areia, desertificação e seca. A informação foi divulgada hoje pelo site da agência "Xinhua".

A China contribui para o aquecimento global como um dos maiores poluidores do planeta. O resultado é um estrago nas geleiras do país, especialmente nas regiões ocidentais do Tibet e de Qinghai.

Segundo o professor Dong Guangrong, da Academia Chinesa de Ciências, a geleira da meseta Tibet-Qinghai, nas montanhas Hengduan, representa 47% de toda a superfície de geleiras do país.

Os cientistas pretendem chamar a atenção para as conseqüências do aumento das temperaturas na China. Os dados fornecidos pelas 681 estações meteorológicas do país permitem prever que até 2050 terão desaparecido 64% das geleiras chinesas.

Segundo as estatísticas do escritório meteorológico do Tibet, as temperaturas sobem 0,9 grau por ano na região desde 1980, quando começou a acelerar o processo de fusão das geleiras e desaparecimento da tundra.

Segundo Han Yongxiang, do Birô Meteorológico Nacional, o aquecimento global provocou o crescimento dos desertos da região.

Números do Governo regional tibetano mostram que a região perdeu de US$ 425 milhões a US$ 1,19 bilhão (de 338 a 947 milhões de euros) devido à desertificação.





EFE




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