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Ciência
Sexta - 05 de Maio de 2006 às 10:51

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A análise de um fóssil de peixe que viveu há 405 milhões de anos no sul da China pode trazer respostas sobre a origem da espécie humana, segundo um estudo realizado pela Academia Chinesa de Ciências Sociais publicado nesta quinta-feira pelo jornal "China Daily".
Os segredos do crânio do animal, chamado de "Peixe do Amanhecer" ou "Chenxiao Mimam Yu", foram revelados pela equipe de paleontologia da Academia.

Zhu Min, responsável da equipe, encontrou os fósseis do peixe em 2001 e 2002 em Qujing, a província sudoeste de Yunnan, localizada na cordilheira do Himalaia.

Nos últimos três anos, Zhu e seus colegas descobriram que a criatura era uma das espécies mais antigas de peixe, da classe osteíctes, o único tipo que une duas espécies distintas da época: a subclasse sarcopterígios, com nadadeira carnosa, e a infaclasse crossopterígios, que possui uma nadadeira lobulada.

A subclasse de nadadeira carnosa inclui a maioria de espécies aquáticas atuais, enquanto a de nadadeira lobulada supostamente saiu da água há milhões de anos, evoluiu, se tornando um réptil, e mais tarde deu origem à espécie humana.

O vínculo entre os dois tipos havia se perdido, o que gerou dúvidas sobre a evolução do antigo peixe, afirmou Zhu.

O cientista diz que o nome em chinês deste osteícte "demonstra o respeito pelo professor Zhang Miman, um analista da Academia China de Ciências Sociais".

A descoberta deste peixe representa um grande avanço para o estudo da evolução dos peixes antigos. Embora estas espécies mantenham similitudes com os peixes atuais, há diferenças, como a cosmina, uma espécie de dentina que recobria a parte dorsal da cabeça, acima dos olhos do peixe.





EFE




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