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Ciência
Quarta - 10 de Maio de 2006 às 10:18

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As mulheres propensas a desenvolver câncer de mama e de ovário de tipo hereditário poderão no futuro escolher embriões livres dos genes causadores da doença, segundo um novo plano das autoridades de saúde britânicas.

Essa decisão da Autoridade para a Fertilização Humana e Embriologia, adiantada nesta terça-feira pelo jornal The Times, permitirá que milhares de mulheres portadoras dos genes BRCA1 e BRCA2 evitem que suas filhas herdem a predisposição ao desenvolvimento desse tipo de câncer - cujo índice de probabilidade é de 80%.

Essa medida, que se aplica também a um terceiro gene, responsável pela predisposição ao câncer de cólon, recebeu sinal verde do comitê de ética dessa autoridade britânica, e deve ser aprovada amanhã mesmo em reunião em Belfast.

As pessoas portadoras dos genes que geram predisposição ao câncer de mama e ao de cólon, terão acesso a um tratamento de fertilização "in vitro", que consiste em extrair dos embriões uma célula para submetê-la a exame.

Isso permitiria utilizar apenas os embriões sem esses genes, o que - segundo o jornal - pode alimentar a polêmica sobre os "bebês projetados".

Esse procedimento, conhecido como diagnóstico genético de pré-implantação, só está aprovado agora no Reino Unido no caso de mutações que possam representar pelo menos 90% de probabilidade de desenvolver uma doença.

Os genes relacionados a essas recomendações levam a um risco de 80% de desenvolver o câncer em algum momento da vida, que pode ser reduzido consideravelmente através de cirurgia preventiva, como a mastectomia dupla - retirada das mamas -, à qual recorrem muitas mulheres que têm um dos citados genes potencialmente cancerígenos.

Segundo os críticos, como Josephine Quintavalle, de uma ONG que defende a ética nos processos reprodutivos, se antes o limite estava em 90% e agora cai para 80%, nada garantirá que da próxima vez se permitirá essa seleção com apenas 50% de probabilidades de risco de desenvolver câncer.

As mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 correm também risco de até 40% de desenvolver câncer de ovário.

Juntos, esses dois genes são responsáveis por aproximadamente 5% dos 41.700 casos de câncer de mama registrados a cada ano no Reino Unido.

No caso do câncer de cólon hereditário não-polipóide, o risco de desenvolvê-lo antes dos 70 anos é, segundo o jornal, de 90% nos varões e de 70% nas mulheres.





EFE




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