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Ciência
Sexta - 12 de Maio de 2006 às 10:24

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Cientistas do instituto alemão Alfred Wegener detectaram os maiores índices de poluição atmosférica no Ártico desde 1991, informou nesta quinta-feira (11/05/06) a entidade de estudos polares.

De acordo com as últimas medições, a concentração de partículas de enxofre e fuligem é atualmente similar às de algumas ruas urbanas com elevada circulação.

Devido a uma situação climatológica especial, na semana passada grandes quantidades de aerossóis procedentes do leste europeu chegaram ao pólo norte, cuja atmosfera normalmente é muito limpa, informou o instituto em comunicado.

"A contaminação atual é duas vezes e meia maior que a registrada na primavera de 2000. Como conseqüência, detectamos uma clara alta das temperaturas", afirmou Andreas Herber, um dos cientistas do instituto.

Herber referia-se aos estudos feitos em 2000, quando os cientistas já tinham detectado concentrações de partículas poluentes muito mais altas que em anos anteriores.

Herber afirmou que por enquanto não se pode dizer se estas concentrações foram detectadas devido a uma mudança de tendências ou se é uma situação excepcional. Isso poderá ser visto somente quando houver um período de medição mais amplo.

O instituto ressaltou que na base de pesquisa polar germânico-francesa em Spitzbergen, na Noruega, o ar tomou uma cor entre laranja e marrom.

Segundo o comunicado, cientistas suecos confirmaram os mesmos índices de concentração de aerossóis (50 microgramas por metros cúbicos de ar).

A isso se acrescentam os resultados de uma análise de cientistas noruegueses que mediram uma concentração de ozônio de 160 microgramas por metros cúbicos nas camadas de ar mais próximas ao solo, o maior índice desde 1989.






EFE




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