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Ciência
Sexta - 19 de Maio de 2006 às 08:17

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Cientistas anunciaram o seqüenciamento do último cromossomo que faltava no projeto Genoma Humano, o cromossomo 1, o maior da espécie humana.

O cromossomo 1 contém quase o dobro da média de genes dos outros cromossomos e corresponde a até 8% do código genético do homem. São 3.141 genes, que têm relações com 350 doenças, entre elas câncer, o mal de Alzheimer e a doença de Parkinson.

"Essa conquista fecha, na prática, o livro do Projeto Genoma Humano num volume muito importante", disse Simon Gregory, que liderou o projeto de sequenciamento no Instituto Sanger, na Inglaterra.

O projeto teve início em 1990 com o objetivo de identificar as sequências de genes e de DNA que codificam as características dos seres humanos.

Por ser o maior cromossomo, o número 1 é a "região do genoma na qual o maior número de doenças foi localizado", acrescentou Gregory, da Universidade Duke, nos Estados Unidos.

Foram necessários 150 cientistas britânicos e norte-americanos e dez anos para concluir o sequenciamento do cromossomo 1, que está publicado na edição online da revista Nature.

Pesquisadores do mundo todo poderão explorar os dados para ajudar em diagnósticos e tratamentos de câncer, autismo, doenças mentais e outros transtornos.

O genoma humano possui entre 20 mil e 25 mil genes. O sequenciamento do cromossomo 1 levou à identificação de mais de mil genes novos.

"Estamos passando para a próxima fase, que será descobrir o que os genes fazem e como eles interagem", disse Gregory à Reuters.

O mapa genético do cromossomo 1 já foi usado para identificar um gene envolvido numa forma comum de fenda labial e palatal. Ele também contribuirá para a compreensão dos processos que levam à diversidade nas populações, afirmou Gregory.

Cada cromossomo é formado por uma molécula de DNA que tem a forma de uma escada em caracol, composta por quatro bases químicas, representadas pelas letras A (adenina), T (timina), G (guanina) e C (citosina). A ordenação dessas substâncias na estrutura da molécula determina o código genético contido no núcleo da célula. Cada célula humana possui 23 pares de cromossomos.

Os cientistas também identificaram 4.500 novos polimorfismos de um único nucleotídeo (SNP), as variações no DNA humano que conferem características singulares a cada pessoa.

Essas variações contêm pistas sobre porque algumas pessoas são mais suscetíveis a enfermidades como câncer e malária. Essas informações são a melhor maneira para se diagnosticar e tratar doenças e também para se identificar como elas respondem a medicamentos.





Reuters




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