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Saúde
Segunda - 29 de Maio de 2006 às 11:44

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O desejo sexual no ser humano varia por razões genéticas e não psicológicas, como se costuma acreditar, segundo uma equipe de pesquisa comandada pelo chefe do Departamento da Genética Humana da Universidade de Jerusalém, Richard Abstein.

As primeiras conclusões do estudo, divulgadas pelo jornal "Ma'ariv", indicam que apenas cerca de um terço da população possui a mutação genética que intensifica o apetite sexual. Se a tese for confirmada, no futuro, os problemas sexuais poderão ser tratados geneticamente por meio de medicamentos, e não pela tradicional via psicológica.

Participaram da pesquisa, além de analistas da Universidade Hebraica de Jerusalém, outros do Departamento de Psiquiatria da universidade de Ben Gurion, em Be'er Sheva, e analistas do hospital psiquiátrico Herzog, segundo o jornal israelense.

Os pesquisadores provaram que, se houver certas mudanças no gene que influi a sexualidade, pode ocorrer uma repressão do desejo - ou uma redução do funcionamento sexual. Mudanças diferentes, por sua vez, poderiam provocar o efeito contrário, ou seja, o aumento do desejo. Os especialistas não detalharam de que se tratavam essas "mudanças" em ambos os casos.

Os estudiosos sustentam que, provavelmente, a mutação genética que aumenta ou diminui o apetite é relativamente nova na história humana e dataria dos dias do Homo sapiens, há cerca de 50 mil anos.






EFE




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