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Ciência
Sexta - 08 de Novembro de 2002 às 12:28

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O proprietário da urna funerária de dois mil anos que pode ser a mais antiga prova arqueológica da existência de Jesus rompeu o anonimato na quinta-feira e decidiu conceder entrevistas. Oded Golan, de 51 anos, é engenheiro em Tel Aviv e um dos maiores colecionadores de antigüidades de Israel.

Seu nome vinha sendo mantido em sigilo desde que a revista "Biblical Archaeology Review" publicou, no mês passado, um estudo sobre a urna de pedra que apresenta a inscrição "Tiago, filho de José, irmão de Jesus". De acordo com a revista, o ossário pode ter abrigado os restos mortais de São Tiago, irmão de Jesus de Nazaré.

— É uma questão de caráter, não gosto de publicidade — disse Golan, que aparentemente mudou de opinião.

Golan contou que comprou o ossário em meados dos anos 70 de um comerciante de antigüidades de Jerusalém por cerca de US$ 200 dólares. A lei israelense sobre antigüidades é de 1978 e qualquer transação feita antes dessa data dificilmente poderia ser julgada. Mas Golan pode ter problemas se ficar comprovado que a urna foi comprada nos anos 80, como noticiou a revista.

Para muitos especialistas é difícil comprovar a autenticidade do ossário justamente porque sua origem é desconhecida.

A urna, que foi enviada ao Canadá para uma exposição, sofreu rachaduras no transporte.

Fonte: Jornal O Globo






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