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Astronomia
Terça - 17 de Outubro de 2006 às 10:02

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Quase 34 anos depois da última caminhada de um norte-americano sobre solo lunar, a Lua atrai novamente o interesse internacional. Estados Unidos, Rússia e China estão numa corrida para enviar missões robotizadas e tripuladas ao satélite natural da Terra.

Índia e Japão também têm programas avançados de exploração lunar robotizada, enquanto a Europa se mantém indecisa após o sucesso de sua pequena sonda Smart-1, que provou a validade da propulsão iônica, alimentada pela eletricidade gerada por painéis solares.

Estas novas ambições logo se concretizarão em uma série sem precedentes de lançamentos de sondas para a Lua. O objetivo é escrutar e reunir a maior quantidade possível de dados sobre sua composição geológica e seus potenciais recursos.

Se tudo correr conforme o previsto, Índia, China e Japão terão seu próprio aparelho de reconhecimento lunar antes dos Estados Unidos, o "Lunar Reconnaissance Orbiter", que deverá estar funcionando no fim de 2008.

Provavelmente, o Japão dará início à corrida com o lançamento de seu satélite Selene em 2007, seguido da Índia e da China. A Índia prevê lançar seu satélite lunar Chandrayaan-1 no fim de 2007. A nave espacial indiana transportará ainda instrumentos europeus e norte-americanos, especialmente um poderoso espectrômetro denominado "Moon Mineralogy Mapper", fornecido pela Nasa.

As ambições chinesas de exploração lunar se concentram na Chang, uma nave de duas toneladas que poderá ser posta na órbita lunar em 2008.

A nave transmitirá imagens tridimensionais da superfície da Lua e fará análises geológicas.

A China também prevê enviar um veículo robotizado antes de 2012, seguido de uma missão não-tripulada em 2020, que permitirá trazer para a Terra amostras do solo lunar e outros dados, antes do envio de uma missão tripulada, em 2024.

Mas os Estados Unidos, em função de sua experiência única, com seis missões tripuladas que pousaram no satélite entre 1968 e 1972 no âmbito do programa Apollo, são o país mais cotado para se impor nesta corrida por uma segunda fase de exploração lunar, afirmou John Logsdon, diretor do Instituto Espacial da Universidade George Washington.

"Para os Estados Unidos, uma volta à Lua é, antes de tudo, a primeira etapa para preparar uma missão tripulada para Marte e para isto, espera fazer várias pesquisas científicas", explicou Logsdon.

Em 2004, o presidente americano, George W. Bush, havia anunciado a volta dos norte-americanos à Lua em 2018, a bordo do Orion, o futuro veículo espacial, sucessor do ônibus espacial, cuja frota deverá se aposentar em 2010.

Além da chegada a Marte através da Lua, "os Estados Unidos acreditam que o solo lunar contenha importantes recursos de valor para a sua economia", acrescentou Logsdon em entrevista.

Segundo ele, as ambições chinesas de enviar homens à Lua são mais mito que realidade. Mais do que a China, a Rússia é o país que chegará à Lua se os Estados Unidos não puserem seu programa em andamento, disse o especialista.

"Os russos são capazes de pôr cosmonautas na órbita lunar em 2011 ou 2012 e levar homens à superfície lunar em 2015 com seus equipamentos existentes", explicou Logsdon.

A antiga União Soviética já mandou muitas missões não-tripuladas de exploração à Lua. O diretor da Agência Espacial russa, Anatoly Perminov, disse no início de setembro que a Rússia cooperará com a China na área da exploração lunar.




AFP




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