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Astronomia
Quinta - 19 de Outubro de 2006 às 11:33

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O presidente norte-americano, George W.Bush, determinou nesta terça-feira (18/10) uma nova política espacial que fixa a defesa como uma prioridade e reserva aos EUA o direito de negar o acesso ao espaço de países que considerar "adversários".

Segundo o jornal "The Washington Post", o decreto foi publicado no mês passado, mas não teve nenhum tipo de anúncio público.

O objetivo é iniciar uma nova política estratégica espacial para substituir a aprovada há dez anos pela Administração de Bill Clinton.

A nova política enfatiza a segurança, mas também incentiva o desenvolvimento do setor privado no âmbito espacial.

Segundo o jornal, as principais metas que estabelece são "fortalecer a liderança espacial do país e garantir que a capacidade espacial permita melhorar a segurança nacional dos EUA e alcançar objetivos de política externa".

Também - acrescenta - prioriza "permitir as operações dos EUA sem obstáculos pelo espaço, a fim de defender nossos interesses".

Com este objetivo, o documento instrui o secretário de Defesa norte-americano a "desenvolver capacidades, planos e opções que garantam a liberdade de ação no espaço e, se assim for ordenado, negar essa mesma liberdade de ação aos adversários".

"A liberdade de ação no espaço é tão importante para os EUA como o poder aéreo ou o marítimo", diz.

O jornal acrescenta que "EUA serão contra o desenvolvimento de novos regimes legais ou outras restrições que busquem proibir ou limitar o acesso ou o uso dos EUA ao espaço".

"Possíveis acordos sobre controle de armamento ou outro tipo de restrições não devem limitar os direitos dos EUA a realizar pesquisas, testes e operações ou outras atividades no espaço em benefício do país", afirma.

O Governo, segundo o jornal, garante que esta nova estratégia não representa um passo adiante para colocar no espaço um sistema defensivo.

Segundo disse ao "Post" um alto funcionário que não quis ser identificado, "esta política não tenta desenvolver ou colocar armas no espaço".

A política foi aprovada em 31 de agosto e publicada pela Casa Branca discretamente no último dia 6.

Segundo o alto funcionário, membros do Congresso e outros Governos, entre eles a Rússia, foram informados.




EFE




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