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Informática
Sexta - 20 de Outubro de 2006 às 16:17

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Entre 6% e 14% dos internautas norte-americanos reconhecem que passam muitas horas navegando na Web, segundo uma pesquisa divulgada pela Universidade de Stanford, na Califórnia.

O estudo indica que um alto número de usuários passa muito tempo checando o e-mail, escrevendo posts para suas páginas pessoais ou visitando sites, dedicando menos tempo ao trabalho, à família ou a horas de sono.

Liderada pelo psiquiatra Elias Aboujaoude, a pesquisa tenta encontrar sintomas clássicos de dependência entre os usuários e indica que o viciado típico é um homem solteiro, branco, com título universitário, com cerca de 30 anos e que emprega mais de 30 horas por semana em tarefas pelo computador que não são essenciais. "É preocupante quando as pessoas substituem as interações sociais reais por outras virtuais", afirmou Aboujaoude.

O psiquiatra está preocupado com o fato de as pessoas saírem da cama assim que seus companheiros dormem para conectar-se à Internet, ou que percam compromissos-chave no trabalho para conversar online. Aboujaoude se interessou pelo problema quando começou a ver que um número crescente de internautas visitava a Clínica para o Controle dos Transtornos Impulsivos da Universidade de Stanford.

"Nos dois ou três últimos anos, cada vez mais pessoas vêm com esta queixa específica, lamentando-se por não conseguir reduzir as horas que passam em frente ao computador", afirma o psiquiatra. "Os usuários caracterizam o problema com termos que soam quase como um problema de dependência a uma substância", acrescentou.

O estudo conclui que a Internet pode ser de grande ajuda, mas também contribuir para o isolamento. "A Internet se torna um problema quando isola e se transforma em um substituto da vida real", disse Aboujaoude.

O estudo, publicado no Jornal Internacional de Medicina Neuropsiquiátrica, afirma que são necessárias mais pesquisas antes de caracterizar o uso excessivo da Internet como um transtorno clínico em si mesmo ou a expressão de outra psicopatologia como a depressão ou a ansiedade.





EFE




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