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Ciência
Segunda - 11 de Novembro de 2002 às 09:26

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LONDRES - Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública da Holanda mostrou que pessoas que tomam café possuem menos risco de desenvolver diabetes do tipo 2.

Cientistas da Universidade Vrije, em Amsterdã, afirmaram que os componentes do café parecem ajudar o corpo a metabolizar açúcar, diminuindo assim o risco da diabete.

"Este é o primeiro estudo que levanta a idéia de que o café pode ser benéfico para pacientes com a diabete tipo 2", disse Rab van Dam, do Departamento de Nutrição e Saúde da universidade. Puro, capuccino, espresso ou com leite, o café contém minerais, como magnésio e potássio, e micronutrientes benéficos para a saúde.

Van Dam e sua equipe ainda não sabem quais componentes do café estão envolvidos ou como eles funcionam contra a diabete, mas verificaram que quem o consome mais, tem reduzido o risco da enfermidade.

Aqueles que beberam sete ou mais xícaras de café por dia eram 50 por cento menos propensos a apresentar a diabete. Um número menor de xícaras tinha menos impacto, mostrou o estudo.

"Para a maioria das pessoas, não faz mal beber quantidades moderadas de café", destacou o cientista.

Mas, segundo ele, as descobertas, que estão publicadas na revista médica The Lancet (http://www.thelancet.com), precisam ser confirmadas por mais estudos e não sugerem que as pessoas passem a beber litros de café diariamente.

Pesquisas já mostraram que beber café excessivamente pode elevar os níveis do colesterol e aumentar o risco de osteoporose em algumas pessoas, lembrou o pesquisador. "É uma escolha bem pessoal beber ou não café", disse ele.

Van Dam ressaltou que se os cientistas conseguirem mais informações sobre os componentes ativos do café, seria possível criar um tipo da bebida, ou um outro produto, com mais benefícios para a saúde.

A diabete é uma doença crônica causada por deficiência ou falta de insulina. O tipo 2 aparece devido a uma inabilidade do organismo de produzir quantidade suficiente de insulina ou de usá-la adequadamente. Já no tipo 1, os pacientes não produzem insulina e têm que receber injeções diárias.

A maioria das pessoas com o tipo 2 estão acima do peso ou são obesas. O excesso de peso é o fator de risco mais comum e evitável da enfermidade, que, segundo especialistas, afetará 220 milhões de pessoas até 2010.

Homenews com Reuters




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