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Ciência
Quinta - 31 de Janeiro de 2008 às 08:38

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Pesquisadores japoneses implantaram uma pequena câmera dentro do cérebro de um camundongo para ver como a memória se forma, em uma experiência que, segundo esperam, levará um dia a descobrir tratamentos para doenças como o mal de Parkinson em seres humanos.

O estudo, publicado no 'Journal of Neuroscience Methods e na Sensors and Actuators', usou uma câmera de 3 milímetros de comprimento, 2,3 milímetros de largura e 2,4 milímetros de altura, afirmou Jun Ohta, professor do Instituto Nara de Ciência e Tecnologia, cuja sede fica no oeste do Japão.

Ao lado de pesquisadores da Universidade Kinki, Ohta implantou a câmera montada com um semicondutor especial dentro do hipocampo do cérebro do camundongo. O aparelho mostra em uma tela uma luz azul todas as vezes que se capta a formação de uma memória no cérebro.

Os pesquisadores injetaram uma substância no animal que brilha todas as vezes que o cérebro entra em atividade. A câmera então capta essa luz e essa imagem forma-se em uma tela.

A equipe pretende agora usar o dispositivo para ver a atividade cerebral quando o camundongo anda.

- Estamos avaliando como aplicar isso nos seres humanos, apesar de termos de ser cuidadosos, já que o processo envolve a implantação de um objeto no cérebro - afirmou Ohta - Isso deve demorar, na melhor das hipóteses, dez anos para acontecer.

Os pesquisadores, que pretendem usar uma câmera para acompanhar a atividade cerebral responsável por provocar sintomas como tremores, esperam que o estudo resulte em novas formas de tratamento para o mal de Parkinson.




Reuters




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