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Informática
Sexta - 16 de Agosto de 2002 às 09:27

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Uma pesquisa realizada com 240 executivos pela Symantec, empresa de segurança de sistemas e informações, revela que 67% das companhias declaram já ter sofrido algum tipo de ataque pela Internet.
A maioria dos entrevistados (70%), afirmou que a empresa na qual trabalham possui política de segurança estabelecida.
De acordo com os entrevistados, em 74% dos casos, a origem dos ataques está relacionada a algum tipo de vírus. Para 73%, a razão está no abuso do uso de Internet por funcionários ou em invasões externas do sistema (38%). Em 25% das ocasiões, os problemas foram causados por falta de conhecimento e treinamento
de funcionários e em 16% por acesso não autorizado de internos à empresa.

Entre 38% dos entrevistados, a origem dos ataques foi externa (hackers), para 7% a fonte foi interna (funcionários) e 48% informaram que as invasões aconteceram de ambas as formas. No que diz repeito
ao uso de ferramentas de segurança, firewall, antivírus e senhas de acesso aparecem no topo da
lista, com 97%, 95% e 88%, respectivamente.

Vicente Lima, diretor geral da Symantec do Brasil, acredita que o motivo do alto índice de invasão,
mesmo com a elevada porcentagem de empresas protegidas, é a falta de gerenciamento das soluções
de segurança. Segndo Lima, não basta adquirir o software e proteger bem a rede, ou fazer a implementação correta dos produtos.

A pesquisa mostra ainda que a maioria das empresas é da indústria (30%), do setor de serviços (20%) ou bancário (14%), privada de capital nacional (40%), possui filiais (78%), conta com mais de mil funcionários (74%), ou seja, de grande porte, e bastante informatizadas — em praticamente 50% dos casos as corporações possuem mais de 500 PCs.

Além disso, a maioria dos entrevistados (54%) respondeu que mais de 500 funcionários têm
acesso à Internet. Como 93% das companhias têm mais de 500 funcionários, o índice de pessoas que podem se conectar é considerado alto.

Em 43% das empresas o uso da Web não é restringido em os departamentos, enquanto em 36% o acesso a qualquer tipo de site é permitido para alguns setores e restrito para outros. Apenas 17% afirmaram que o acesso é totalmente limitado.

A política de vigilância da utilização da Internet é unanimidade: 75% dos entrevistados declararam a prática, sendo que 68% desse volume bloqueiam o conteúdo ofensivo na Web, 66% possuem filtro de URL e 36% monitoram os e-mails corporativos.

O estudo da Symantec revela que seis em cada dez executivos possuem site para comércio eletrônico e quatro entre dez revelaram que a página já fora atacada. Na maioria dos casos, o que ocorreu foi vandalismo (64%) e quebra de serviço, ou denial of service (25%). A incidência teve origem externa em 84% dos casos.







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