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Ciência
Quarta - 27 de Novembro de 2002 às 08:20

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ROMA (Reuters) - O polêmico médico italiano Severino Antinori disse na terça-feira que um bebê clonado deve nascer em janeiro, mas se recusou a dar detalhes sobre a mulher que dará à luz a criança.

"Está indo bem. Não há problemas", disse Antinori numa entrevista coletiva, acrescentando que fez uma "contribuição científica e cultural" ao projeto, mas não está diretamente envolvido nele.

O médico, que ficou conhecido no mundo todo em 1994, ao ajudar uma mulher de 62 anos a ter um bebê, é favorável à clonagem como meio de permitir a paternidade a casais inférteis.

Muitos duvidaram das declarações anteriores de Antinori de que havia mulheres grávidas de clones. O italiano não apresentou nenhuma prova da gravidez durante a entrevista.

Grande parte da comunidade médica e científica considera a clonagem humana uma irresponsabilidade, já que há chance de criar bebês doentes e levanta dilemas éticos sem solução.

Antinori se recusou a revelar a nacionalidade da mulher ou onde ela está, mas disse que os exames de ultra-som mostraram que o bebê já pesa entre 2,5 e 2,7 quilos e é "absolutamente saudável".

Ele havia dito em maio que havia três mulheres grávidas de bebês clonados, uma na décima semana, uma na sétima e uma na sexta. Uma gravidez normal dura 40 semanas. Na época, ele revelou que uma delas vivia num país islâmico.

Na entrevista de terça-feira, Antinori não especificou se a mulher que deve dar à luz em janeiro é uma das três a que ele se referira em maio.





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