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Informática
Quarta - 27 de Novembro de 2002 às 08:20

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LONDRES (Reuters) - O grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional pediu na terça-feira a libertação de pelo menos 30 pessoas que foram presas na China por expressar suas visões ou compartilhar informações através da Internet.

"Todas as pessoas que foram presas apenas por publicar pacificamente seus pontos de vista ou outras informações na Internet, ou por entrar em certas páginas da rede, são prisioneiros de consciência", disse a organização, com sede em Londres, em comunicado.

"Deveriam ser libertados imediata e incondicionalmente", acrescentou a Anistia.

A Anistia disse que o governo comunista da China havia detido pelo menos 33 pessoas por ter usado a Internet nos últimos três anos. Três delas morreram enquanto permaneciam presos, afirmou o grupo.

Uma das maiores sentenças, de 11 anos de prisão, foi imposta em agosto ao ex-policial Li Dawei por obter na rede material "contra-revolucionário".

"Com a expansão da indústria da Internet na China, o governo continua endurecendo os controles da informação on-line", disse a Anistia.

A organização acusou a China de se infiltrar e bloquear alguns sites estrangeiros na Internet, de criar uma polícia especial para a Web, de bloquear as ferramentas de busca e de fechar algumas páginas da rede que tinham informações sobre corrupção ou que publicam artigos que criticam o governo.

"Qualquer pessoa que navegue na Internet (na China) pode correr o risco potencial de uma prisão arbitrária", disse a Anistia Internacional.





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