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Informática
Quarta - 04 de Dezembro de 2002 às 10:04

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BERLIM (Reuters) - Uma mensagem supostamente enviada pela Al-Qaeda via Internet assumindo a responsabilidade pelos ataques da semana passada no Quênia oferece sérias dificuldades aos investigadores que querem traçar a origem da alegação, disseram na terça-feira especialistas em computação.

"Se você sabe o que está fazendo, é possível esconder seus passos na Internet bem a ponto de torná-los impossíveis de rastreamento", disse Mikko Hypponen, diretor da F-Secure, uma empresa de segurança da computação sediada em Helsinki.

Em declaração postada segunda-feira em um site islâmico, um grupo que alega ser o "escritório político da Qaeda al-Jihad" anunciou ter executado os ataques contra um hotel e um jato de uma linha aérea israelense no Quênia, uma semana atrás.

"Os combatentes da Al-Qaeda voltam ao mesmo lugar onde a coalizão entre os cruzados e os judeus foi atingida quatro anos atrás", dizia o comunicado, em referência aos sangrentos ataques contra as embaixadas norte-americanas em Nairóbi e Dar es Salaam, quatro anos atrás.

O "Exército da Palestina", uma organização até agora desconhecida, também assumiu a responsabilidade pelos ataques da quinta-feira, em uma declaração enviada por fax a uma organização libanesa de mídia.

A suposta mensagem da Al-Qaeda foi postada em árabe no site www.azfalrasas.com, nome que se pode traduzir como "melodia dos tiros", e mostra um fuzil AK-47 e um tanque.

O site se classifica como o primeiro chat de jihad (guerra santa) na Internet, e o autor da mensagem sobre o atentado do Quênia está registrado como "Bin Laden, o combatente islâmico". Um segundo site que postou a mensagem a acompanhou com fotos de Bin Laden.

"Existem dois modos de fazê-lo. Um é que eles tenham acesso legal para postar mensagens no site", diz Yoni Malachi, um especialista israelense em Internet.

"A outra opção é que tenham invadido o site, onde não tinham permissão legal para postar mensagens".

Ambas as opções estariam disponíveis para um membro real da Al-Qaeda ou para alguém pregando uma peça, mas a quantidade de informação deixada pelo usuário dependeria da sofisticação de seu computador.

"Quem quer que envie e-mail ou navegue na Web deixa pistas que podem ser seguidas", disse Christian Brockert, porta-voz da Polícia Federal Alemã, que conduziu extensa investigação sobre as raízes alemães dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Por Adam Tanner






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