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Ciência
Segunda - 09 de Dezembro de 2002 às 11:06

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(BBC) - Um parasita intestinal pode servir de base para uma nova espécie de pílula anticoncepcional para homens e mulheres.

O parasita, encontrado em peixes, contém um composto químico que aparentemente torna os animais inférteis.

A substância interfere na produção de hormônios no organismo do peixe, ao ponto de as fêmeas não produzirem óvulos e os machos não fabricarem espermatozóides.

Cientistas da Universidade de Keele, na Inglaterra, acreditam que esse composto pode dar origem a uma pílula mais eficaz do que as convencionais, que poderia ser usada por ambos os sexos.

Hipófise

O parasita, conhecido por Ligula instetinalis, é encontrado em peixes de água doce da família carpa.

O composto químico suprime a produção de óvulos e espermatozóides interferindo nas funções da glândula pituitária, mais conhecida como hipófise.

"Assim como os humanos, os peixes são vertebrados e, por isso, seus sistemas endócrinos e reprodutivos funcionam de forma semelhante", explica Chris Arme, um dos responsáveis pelo estudo.

A substância funcionou da forma esperada em sapos. O próximo passo é conseguir isolar o composto químico para verificar se ele age da mesma maneira em mamíferos.

"Acreditamos que o efeito da substância é reversível e, portanto, ela não causaria a infertilidade definitiva, podendo ser usada na fabricação de uma pílula", completou o cientista.

Os cientistas lembram, no entanto, que pode demorar alguns anos até a pílula estar disponível no mercado.






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