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Astronomia
Sexta - 07 de Fevereiro de 2003 às 10:56

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Washington,Reuters - Horas depois de o ônibus espacial Columbia se fragmentar sobre o Texas, matando os sete astronautas a bordo, autoridades dos Estados Unidos garantiram ao público que a catástrofe não havia sido causada por sabotagem. Anúncios deste tipo tornaram-se rotina em desastres nos EUA desde 11 de setembro de 2001.

Tirando as teorias conspiratórias _sites da Internet atribuíram o desastre do Columbia de piratas de computador a sabotagem no lançamento, passando por ação de extraterrestres_ especialistas dizem que é extremamente improvável que algo além de erro humano ou falha mecânica tenha causado a destruição do mais antigo ônibus espacial da Nasa no dia 1º de fevereiro.

As autoridades revisaram muitos dados, incluindo gravações de comunicações e imagens feitas por satélites espiões, antes de emitir comunicados, dizem especialistas.

Apesar de a causa ainda não ter sido encontrada, a sabotagem parece improvável, já que o Columbia estava a 63 quilômetros acima da Terra e viajando a 20 mil quilômetros por hora quando despedaçou-se em milhares de partes.

"Quando há algo tão rápido, e naquela altura, nada na Terra, que possa derrubá-lo. Não existe um míssil Stinger ou qualquer coisa que possa derrubá-lo", disse James Bamford, autor do livro "Corpo de Segredos," sobre a Administração Nacional de Segurança dos EUA.

Ele disse que as autoridades usaram um satélite espião, que normalmente procura armas nucleares, para examinar a área do desastre do Columbia, como fizeram após a explosão do vôo 800 da TWA em Nova York, em 1996.

Reportagens especularam que um míssil havia derrubado o avião, mas o acidente foi explicado depois por uma explosão em um tanque de combustível.

Uma bomba escondida no Columbia é improvável, já que a tripulação passou 16 dias a bordo, tempo suficiente para descobrir qualquer pacote.

As chances de interferência antes da decolagem também são poucas, principalmente com as precauções ao redor do primeiro vôo espacial de um astronauta israelense, Ilan Ramon. A segurança foi reforçada devido à presença de Ramon e de mais de 300 israelenses, incluindo o embaixador de Israel nos EUA, no cabo Canaveral no dia 16 de janeiro.

"Há poucas coisas na Terra tão bem protegidas como o ônibus espacial", disse Bamford.

Autoridades da Nasa disseram que examinaram _e rejeitaram_ a possibilidade de um hacker ter interferido nas comunicações codificadas do Columbia com o controle da missão.

Uma autoridade do governo Bush disse ao jornal "Washington Post" que agentes de segurança souberam de uma ameaça relacionada a 19 de julho, data programada anteriormente para o lançamento do Columbia, mas que a informação não foi confirmada.

Não houve ameaça contra o Columbia desde então, disse a autoridade ao jornal. "As únicas ameaças associadas à nave foram há muitos, muitos meses," disse.




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